Fuja do PGBL e do VGBL: cuidados com a previdência privada

Finalmente, alguém do mercado admite que os planos de previdência complementar são péssimos para o investidor, cheios de taxas de administração e tributação absurda, que apenas servem aos interesses do governo e das instituições financeiras que os oferecem. [tweetbutton] Melhor é investir no Tesouro Direto e em ações, no longo prazo.

Leia com atenção a opinião de Fernando Meibak, publicada em um artigo do Portal Exame. Não concordo com tudo – por exemplo, Meibak diz que é melhor as pessoas exporem menos o seu patrimônio em ações ao longo do tempo, ao passo que eu penso que, se a pessoa fez o dever de casa direitinho ao longo de sua vida, provavelmente seu patrimônio será suficiente para  que as flutuações de mercado não prejudiquem a renda oriunda de dividendos.

De todo modo, a crítica de Meibak aos planos de previdência privada complementar são excelentes. Vale a pena ler!

Título: Fuja dos planos PGBL e VGBL, diz especialista

Fonte: Portal Exame

Autor: João Sandrini

São Paulo – Ao final de cada ano, os bancos brasileiros fazem um grande esforço de marketing para convencer as pessoas a contribuir com um plano de previdência privada como forma de complementar a aposentadoria no futuro. O principal apelo de vendas é a possibilidade de aproveitar benefícios fiscais de um plano conhecido como PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres). Por meio desse produto, o contribuinte que entrega a declaração completa do Imposto de Renda poderá, até o próximo dia 31, depositar num desses planos o equivalente a 12% dos rendimentos tributáveis e depois deduzir esse valor da base de cálculo do IR no ano seguinte. Portanto, alguém que tenha uma renda anual de 100.000 reais (contando salário, aposentadoria e outra rendas como aluguéis, etc), por exemplo, poderá aplicar 12.000 reais em um PGBL em 2010 e excluir esse valor do total sobre o qual vai incidir a alíquota do IR na declaração a ser entregue em 2011.

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Executivo com passagem em bancos como UBS, Citigroup, HSBC e ABN Amro Real, Fernando Meibak afirma que, mesmo com essa vantagem, os planos PGBL – e também os VGBL, que não contam como o benefício – não são as melhores formas de poupar para a aposentadoria. Autor do livro “O Futuro Irá Chegar!”, que ajuda as pessoas a se preparar financeiramente para uma vida que pode durar 90 ou 100 anos, Meibak diz que as pessoas precisam em primeiro lugar entender que o PGBL não permite nenhuma isenção tributária. O contribuinte vai apenas postergar o pagamento do imposto, já que, no momento do resgate, o IR vai incidir sobre o total de dinheiro aplicado no plano – e não apenas sobre os lucros obtidos ao longo do tempo. Além disso, ele afirma que tanto os PGBL quanto os VGBL possuem taxas de administração, carregamento e outras que acabam sendo muito pesadas e corroem boa parte dos ganhos de quem investe o dinheiro. Veja abaixo alguns dos principais trechos do livro:

Como investir para a aposentadoria

Os únicos produtos de previdência complementar que realmente valem a pena são os fundos de pensão oferecidos pelas empresas a seus empregados. Em geral, além do dinheiro depositado pelos funcionários, esses fundos também são constituídos por dinheiro aportado pelas próprias empresas onde eles trabalham. Há muitos casos em que a companhia coloca 1 real no fundo para cada 1 real aportado pelo beneficiário. Esse é, portanto, um excelente benefício que deve ser aproveitado. Para quem não tem a sorte de trabalhar em uma empresa como essa e quer fugir das altas taxas de administração, o ideal é aprender a investir o próprio dinheiro no Tesouro Direto e na bolsa.

A maior parte do dinheiro deve ser aplicada em títulos públicos via Tesouro Direto. Há três tipos básicos de papéis para o investidor escolher: com taxa de retorno prefixada (LTN), com juros atrelados à Selic (LFT) e com remuneração indexada à inflação medida pelo IPCA (NTN-B). Aqui é importante esclarecer que Mebiak não aborda quais seriam os melhores títulos a serem comprados, mas, em geral, especialistas recomendam a pessoas físicas a compra de LFT. Ter um pouco de NTN-B é importante para proteger o patrimônio do efeito corrosivo da inflação. Em momentos de juros muito altos, pode ser interessante aproveitar para comprar LTN. Para aplicar via Tesouro Direto, o investidor precisa ter uma conta em uma corretora. Algumas delas cobram apenas a baixíssima taxa de custódia – não há taxa de administração. Então é importante pesquisar. Caso queira revender o título público, o Tesouro Nacional realiza leilões para a recompra dos papéis todas as quartas-feiras.

Como as taxas de juros possuem uma tendência de queda no longo prazo, ao menos uma parte da poupança deverá ser direcionada para a bolsa como forma de impedir o achatamento dos rendimentos no futuro. O investimento em ações deve ser feito sempre com um horizonte de longo prazo. Para reduzir o risco, o percentual da poupança total destinada às ações deve cair com o tempo: de 30% a 40% para os muito jovens, de 25% a 35% ao redor dos 35 anos, cerca de 20% para quem tem por volta de 50 anos e só 15% após os 60 anos. Assim como outros produtos vendidos pelos bancos, os fundos de ações costumam cobrar altas taxas de administração. Uma exceção são os fundos de índices de ações negociados em bolsa (ETFs). São produtos que podem ser comprados via home broker e oferecem ótima diversificação ao investidor – portanto, o risco é menor do que comprar diretamente ações na bolsa. (Clique aqui e veja como funcionam os ETFs).

Caso a pessoa queira investir em determinadas empresas específicas, o conselho é de comprar ações de poucas e grandes companhias que pagam bons dividendos e estão na liderança de seus respectivos mercados ou em posição muito competitiva. Para escolher essas empresas, é importante ler e consultar analistas de mercado – algumas corretoras oferecem o serviço. Os resgates devem ser feitos somente em momentos muito favoráveis da bolsa – lembre-se que a regra básica da renda variável é comprar na baixa e vender na alta. O melhor é não acompanhar as cotações das empresas diariamente para não entrar em pânico nos freqüentes momentos de estresse no mercado.

Outros investimentos tradicionais, como CDBs e poupança, podem ser considerados pouco atrativos devido à baixa remuneração. Em relação aos imóveis, é inteligente comprá-los apenas para fins de moradia. Usar o FGTS para a aquisição da residência é interessante porque aumenta a rentabilidade desse dinheiro. Já investimentos em imóveis como fonte de renda não são aconselháveis devidos aos elevados riscos de liquidez e vacância.

Mas como poupar?

Apesar de não gostar dos planos PGBL e VGBL, Mebiak em nenhum momento questiona a importância de poupar para a aposentadoria. Pelo contrário, ele lembra que a atual geração deverá viver muito mais do que as anteriores. Será absolutamente normal que alguém jovem hoje em dia viva até 90 ou 100 anos. A maior longevidade obrigará as pessoas a poupar mais durante a vida economicamente ativa para viver bem após a aposentadoria. O problema é que a idade ativa caminha em direção inversa. Muita gente que perde o emprego com idade ao redor de 50 anos já enfrenta dificuldades para se recolocar no mercado de trabalho.

Ao mesmo tempo, há uma série de sinais de que os serviços prestados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) só tendem a piorar. O formato da pirâmide demográfica brasileira sugere um crescimento na proporção de trabalhadores inativos em relação aos ativos – ou seja, haverá menos gente trabalhando para financiar os aposentados. Já o regime especial dos trabalhadores públicos deve continuar a ser um peso para todo o conjunto de contribuintes se as atuais regras não forem modificadas. Para equilibrar as contas do INSS, restará ao governo continuar a elevar as idades mínimas para a aposentadoria e achatar os já enxutos benefícios.

Frente a esse cenário, caberá a cada um constituir uma poupança que seja suficiente para enfrentar os tempos difíceis sem ter de pedir ajuda a parentes ou amigos. Algumas dicas simples são começar a poupar o mais cedo possível – de preferência, assim que necessidades como estudos e casa própria já tiverem sido atendidas. Também é interessante adiar ao máximo o início da aposentadoria do INSS para que o benefício seja maior. Da mesma forma, é sempre melhor começar a usar o mais tarde possível as reservas acumuladas com planos de previdência privada.

Com exceção das pessoas de alta renda, a imensa maioria terá de acumular essas reservas cortando gastos desnecessários – ainda que não haja problema nenhum em manter algum hobby ou atividades que gerem prazer. Mas é preciso evitar, nesses casos, gastos por impulso. As despesas supérfluas são sempre as mais fáceis de abrir mão.

É importante sempre gastar menos do que ganha, para economizar mensalmente por longos períodos de tempo. Uma sugestão inteligente para fazer isso é fixar uma meta de economia mensal ao invés de ir gastando sem saber quanto vai sobrar. O dinheiro da meta pode ser até mesmo colocado em uma conta separada no momento em que o salário for depositado. Dessa forma, o que permanecer na conta em que cai o salário poderá ser gasto. A pessoa só terá de respeitar o que tiver virado reserva e não poderá usar empréstimos para cobrir gastos extraordinários, já que os juros no Brasil ainda são muito mais altos do que o retorno das aplicações. Mais importante ainda é não apelar para o crédito rotativo do cartão de crédito nem para o cheque especial, que são de longe as modalidades de financiamento mais caras do país.

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Fábio Portela é investidor desde 2006 e disponibiliza neste site seus conhecimentos adquiridos ao longo do tempo, seja com sua experiência, seja por meio das leituras que fez ao longo dos anos. O autor é mestre em Direito Constitucional e em Filosofia pela UnB, e atualmente cursa doutorado em Direito Constitucional na mesma instituição.

  • Carlos Silva

    Oi Fabio,

    Tenho uma duvida.

    Quem eh empregado tem um FGTS “preso”. E recebe extratos periodicamente. Apesar de nao ter liquidez (ja tenho casa propria) esta la.

    Devo contabilizar meu FGTS preso na CEF em meu patrimonio ou na minha planilha de “riquesas” ?

    Ex. Vamos supor que na minha planilha de “riquesa” eu tenha:
    poupanca 100
    Tesouro 100
    Acoes 100
    FII 100
    FGTS 20 (devo contabilizar isso?)
    Total 420

    Abracos e feliz Natal!

    • Fábio Portela

      Acho que você deve contabilizar sim… não pode usar em boa parte do tempo, mas é patrimônio seu, que rende uns trocadinhos por mês. Em algum momento, você vai poder utilizar…

    • André Savi

      Olá Carlos, na minha opinião deve ser contabilizado sim, pois independente da liquidez, é patrimônio, como o Fábio disse, em algum momento você vai poder utilizar.

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  • http://www.polaticus.com.br Jeferson da Luz

    Fábio

    Ontem quando eu li esta matéria, até me assustei, o cara com passagem em vários bancos falar uma coisa desta. Mas acredito que se ele estivessse em algum banco ele iria dizer o contrário, oficios da profissão, enrolar o investidor…hehe
    Sobre o assunto FGTS, eu não conto ele em meu patrimônio. Prefiro entender como um “fundo reserva”, aquilo que você não espera. Para muitas pessoas, imaginar que existe um fundo de garantia, acomoda, e daí sim eles não vão guardar “a parte” para a aposentadoria…

    Abraço

  • http://www.financasinteligentes.com/ Finanças Inteligentes

    Previdência complementar jamais pode ser considerado uma forma de inveetimento. O próprio nome já diz, é um plano de previdência. Problema é que muita gente utiliza como aplicação financeira.

    Boas Festas !

  • Eduardo Severino

    Bom dia Fábio,
    Eu aplico 20% (400,00 no pgbl e 600,00 no vgbl) dos meus investimentos em previdencia privada (ciclo de vida) e por enquanto 80% em açoes , confesso que fiquei na duvida agora rs , enfim pretendo retirar o valor da previdencia somente na aposentadoria e reaplica-lo e tambem optei pela tabela regressiva, para minimizar a mordida do leão. O que você acha? Obrigado.

    • Fábio Portela

      Eduardo,

      Como disse no artigo, não gosto desse produto. Mas, se você achar que as taxas estão de acordo com sua perspectiva, por que não investe um pouco de suas economias em outros produtos também?

  • http://www.franklingomes.com.br FRANKLIN

    Caro Fábio,

    Eu tenho um plano da OABPREV SP, acho que vc conheçe. A vantagem desse é que a partir de dezembro de 2010 ficamos isentos da taxa de administração. Nesse caso, vc considera um bom investimento para aposentadoria? Paralelamente, todo mês, aplico o mesmo valor em ações (atualmente petr4, confab e OGX – mas preciso diversificar um pouco). Acha uma boa estratégia?
    Abs e mais um vez parabéns pelo excelente trabalho!
    Franklin Gomes

  • José Arnaldo

    Fazendo simulação verifiquei que deverei pagar IR em 2011. Se optar pelo desconto simplificado pagarei R$ 16.338. Se optar pela declaração completa pagaria R$ 17.838 porem se aplicar R$ 15.300 no PGBL, pagaria R$ 13.629. A Redução do IR e de, comparando a opção desconto simplificado com a declaração c/ aplicação PGBL, é de R$ 2708 (17,7% dos R$ 15.300). Neste caso é vantagem se mantiver esse valor aplicado por mais de 8 anos. Correto?

  • Fábio Portela

    Pessoal,

    É difícil responder perguntas sobre questões pessoais sem ter maiores detalhes. Não se esqueçam também que a responsabilidade pela análise da melhor alternativa é única e exclusivamente de vocês. Prefiro responder a perguntas mais pessoais por e-mail, até para não expor ninguém. Me contactem pelo fabio@opequenoinvestidor.com.br e terei o maior prazer em responder a todas as perguntas!

  • Ricardo

    No PGBL com tributação regressiva, você não estará apenas postergando o pagamento do imposto de renda. Como a tributação é regressiva, você irá postergar e na hora de pagar a taxa vai ser menor. Hoje, por exemplo, temos tributação de 27,5% para quem tem uma renda alta e se você deixar o dinheiro no fundo por pelo menos 10 anos, pagará apenas 10%. Não fiz as contas, mas a diferença é tanta que deve cobrir com folga as taxas administrativas. Acredito que o PGBL com tributação regressiva e resgate após os 10 anos valha a pena!

  • Luiz Flores

    Concordo com o Ricardo acima. Esse benefício de receber “de volta” 27,5% e só pagar 10% de IR (tudo bem que também sobre o principal) não é desprezível. E se vc reaplicar todo ano a restituição orunda do PGBL no próprio, vc só precisa tirar do bolso, a partir do 2o ano, 8,7% da renda para atingir o teto de 12% (pois 8,7% + 27,5% de 12% = 12%). Lógico que tudo depende das taxas dos bancos, que são um roubo, por isso tem que pesquisar. Aplico há dois anos no BB Estilo PGBL (2% de taxa de adm e 0% de carregamento) e acho que com essas taxas já valem a pena. Há até planos com taxas ainda menores em bancos pequenos. Abs

  • Daniel Gomes

    Fábio, tomei conhecimento do seu blog a partir da entrevista na CBN. Parabéns!!!!
    Meu PGBL foi assim este ano: Últimos 12 meses (nov/09 – nov/10) : 3,49% = PÍFIO
    Isso é bruto. Uso isso como investimento, mas acho que não vai mais valer a pena. Já compro títulos do tesouro (NTN tipo B principal e LTN, esta última rendeu 9% líquido/ano). Minha dúvida é a seguinte: será que vale a pena investir no tesouro direto com a previsão de retirar o dinheiro antes da data de vencimento (ou é melhor ficar na poupança e CDB), ou seja, com a possibilidade de usar o dinheiro num momento necessário?. Há alguma tipo de conta que dá para ser feita onde isso pode ser visto? Um abraço!

    • Fábio Portela

      Prezado Daniel,

      Obrigado pelos elogios! É bom saber que a entrevista na CBN deu repercussão e nos trouxe novos leitores!

      Quanto a sua dúvida: depende do título. A rentabilidade da maioria dos títulos do tesouro direto pode sofrer alguma oscilação (para cima ou para baixo) caso você resolva retirar o dinheiro investido antes do vencimento. Nessa hipótese, existe alguma possibilidade de ter perdas, principalmente se o dinheiro aplicado for tirado pouco depois da aplicação. As LFTs, contudo, são uma exceção a esta regra, já que sua rentabilidade acompanha a evolução da taxa Selic. Se a Selic sobe, a LFT sobe; se a Selic cai, a rentabilidade do título também cai, mas só ficará negativa se o governo definir uma taxa de juros negativa – ou seja, a possibilidade existe, mas é ínfima!

      Espero ter respondido a sua questão.

      Abraços,
      Fábio

  • Nélio

    Prezado, também sou de Brasília e casualmente caí no seu site. Tenho gostado bastante do que estou lendo (vou passar boa parte do meu Domingo aqui, pelo visto…). Valorizo sobremaneira o que “gente como a gente” escreve sobre investimentos e gestão do patrimônio.

    Sobre PGBL, apesar de concordar em grande medida com o artigo, resolvi fazer um plano pra minha filhota de seis meses, no BB, com taxa de administração de 2% e zero de “carregamento” (ainda bem, porque nunca soube o que eles carregam pra cobrar essa taxa, já que nem o dinheiro de cá pra lá eles precisam fazê-lo… rs…).

    Eu acho que, a depender das condições oferecidas, QUALQUER investimento pode ser um bom investimento, incluindo imóveis.

    Abraços,

    Nélio

    • Fábio Portela

      Qualquer investimento é melhor do que não investir. Isso não significa que qualquer investimento seja bom! Pense em quem investiu na poupança nos últimos 10 anos, e perdeu até da inflação!

  • Fernando

    Para um assalariado com desconto na fonte ainda acho uma boa idéia usar o PGBL apenas como parte da carteira para obter benefício fiscal. Optando pela tributação regressiva e aplicando 12% do seu rendimento bruto por ano, ao resgatar após 10 anos vc paga apenas 10% de imposto sobre aquele valor ao invés de sofrer a tributação de até 27,5%. Com a vantagem de que vc manteve este dinheiro aplicado e gerando juros compostos até o momento que vc começou a sacar. Ou seja parece bem vantajoso usar o PGBL como parte da estratégia de investimentos, no caso de se ter a disciplina de sempre investir a restituição do IR, no PGBL ou em outra aplicação. Gostaria de saber sua opiniâo sobre isto.

  • Carlos

    Bem..
    Nem consegui ler o artigo todo. Há inconsistências nas referências. Nos PGBL, claro, haverá incidência de IR na retirada, assim como em qq aplicação, mas observem as taxas.
    Previdência Privada nao é de fato um ‘investimento’ pois é Previdência. Colocar seu dinheiro nestes fundos não é a mesma coisa que um Tesouro Direto ou bolsa de valores. O caráter previdênciário é o que manda. As taxas que existem não servem unicamente pra bancos e seguradoras ganharem. Servem pra inibir o saque!! por que as pessoas não entendem o que é Previdência.
    O que existe é a má gestão, má administração do que se quer fazer com o dinheiro. Tenho clientes que não sabem que tabela estão sendo aplicadas na sua Previdência Privada…não sabem se é PGBL ou VBGL, muito menos o que é taxa de administração ou taxas de carregamento. Ou seja, depois de anos aplicando descobrem por um acaso que fizeram bobagem ou foram induzidos a isso por gerentes de banco unicamente interessdos em bater metas.
    Aconselho analisar o que se quer fazer com o dinheiro, entender o mercado. As pessoas no Brasil querem as coisas simples e fáceis, não querem e não sabem fazer contas, não lêem os contratos, conhecem pouco ou nada dos regulamentos e instituições.
    Bom quanto ao artigo, desejaria ver mesmo uma planilha ou números que comprovem com clareza as firmações ditas.

    • Fábio Portela

      Prezado Carlos,

      As taxas de carregamento servem só pra bancos e seguradoras ganharem sim. A desculpa de querer proteger o cliente contra si mesmo não cola, porque se fosse o caso, bastaria colocar uma cláusula de carência, segundo a qual o dinheiro só poderia ser retirado depois de um certo tempo.

  • Leonardo Goncalves

    Posso concordar e discordar ao mesmo tempo? A questão na verdade trata do velho dilema: qual a correta interpretação de investir? São várias as respostas, algumas até conflitantes.
    E, então, voltando ao debate, teríamos: previdência para lucrar, previdência como segurança, previdência para ficar sem trabalhar após se aposentar, e por aí vai…
    Só um parênteses, a previdência complementar de verdade acabou há tempos (aquela que você sabia o quanto iria receber, mensalmente, ao se aposentar – hoje o que existe é mais um mecanismo de aplicação sob o fictício nome de previdência). E, se alguém achar um banco que ainda ofereça planos de previdência complementar via Benefícios Definidos, por favor, me avise… depois pago um refri, tks.

  • http://heavymetalinvestimentos.blogspot.com/ HEAVY METAL

    Caro Fábio,

    Vou colocar minha situação, onde também concordo e discordo do texto.

    Concordo: Previdência Privada com 2% de taxa de carregamento por aporte feito + 3% ao ano de taxa de administração = assalto a mão armada! Qual renda fixa te paga 2% ao mês sobre capital aplicado? Nenhuma! Já saímos de cara perdendo 2% do nosso capital. Isso é suicídio financeiro, é estelionato legalizado dos bancos.

    Discordo: ter uma Previdência Privada com “zero” de taxa de carregamento e 1,5% ao ano de taxa de administração, PGBL, 90% em renda fixa e 10% em ações, aplico anualmente no meu limite máximo de restituição do imposto de renda. Quando recebo a restituição todos os anos, isso tem sido em torno de 20 mil reais, aplico este dinheiro em ações de bons dividendos, Fundos Imobiliários ou Renda Fixa (mas não na previdência).
    Deste modo, vejo que minha P.Privada ficou bem menos “ruim”, mas exigiu estudo e negociação. Reinvestir o que chamam de “benefício fiscal” (isto é, a restituição recebida) na mesma P.P. deixaria de ser benefício, pois quando na ocasião de receber a previdência este capital “reinvestido” seria também tributado. Aguardo sua opinião.

  • http://www.futurainvestimentos.com.br jacqueline

    Muito polemico o post! Veja que depende muito do plano de previdencia. Concordo que existe muita porcaria por ai. Concordo que a maioria dos planos vendidos são muito caros e MAL GERIDOS!!!

    Mas hoje, com a evolução do mercado estão surgindo planos de previdencia que agregam as vantagens dessa modalidade com rentabilidade!

    Aqui na empresa, Futura Investimentos, distribuimos um produto de previdencia privada que possui uma gestao profissional ativa focada no longo prazo, ou seja, possui o maximo permitido pela SUSEP alocado em ações, qual seja, 49% do P/L do fundo.

    Para apimentar mais ainda a discussão segue abaixo dois links interessantes

    1- Palestra Online sobre Previdência Privada

    http://connectpro11447533.na5.acrobat.com/p90453928/

    2- Artigo escrito por Fernando Camargo, da Orbe Investimentos, no jornal Valor Economico falando justamente sobre a industria de previdencia no Brasil.

    http://www.futurainvestimentos.com.br/disciplinado/2010/10/previdencia-privada-e-seus-gestores-excelente-artigo-do-fernando-camargo/

    Obrigado!!!!

  • Leandro

    Meu gerente tenta me vender a todo custo um plano de VGBL, sendo o seu “grande” argumento o fato de neste não haver “come-cotas. Contudo, tenho também alguns investimento em tesouro direto e em CDB e, pelo que pude perceber, em tais tipos de investimento, salvo melhor juízo, também não há “come-cotas. Estou correto? Se estou e se não há “come-cotas” nestes dois outros tipos de investimentos, há alguma real vantagem nos planos de VGBL? Ressalto que, salvo melhor Juízo, o tesouro direto e o CDB que possuo (100% do CDI – cooperativa privada) pagam mais do que os planos de VGBL a que teria acesso (de um grande banco). Considerando não haver come-cotas nestes dois tipos de investimento, o único parâmetro para decidir se vale mais aplicar neles ou no VGBL, seria a remuneração de cada um? Há algum outro ponto que deva ser observado?

  • Joao

    Fabio
    Em primeiro lugar, parabéns pelo site. Virei leitor assíduo.
    Com relação a este assunto (só agora o vi), não concordo com você em dois pontos:
    1- Como já discutido, sendo o PGBL uma aplicação de longo prazo, e sendo o IRPF muito menor, ao final de 10 anos, do que é no momento da aplicação (10% contra 27,5%), parece-me provável que só isso já seja bastante vantajoso (principalmente quando não existe taxa de carregamento).
    2- O meu PGBL permite-me transferir recursos (a cada 2 meses), da renda fixa para a variável e vice-versa. Assim sendo, acompanhando a tendência de longo prazo da BOVESPA, é possível otimizar os ganhos, colocando tudo na renda fixa (se a tendência de longo prazo é de baixa), ou transferindo para até 49% de renda variável (se a tendência é de alta).
    Considerando estes dois pontos, acho o PGBL bastante atrativo.

  • ARLINDO

    Acho que o site famoso pequeno investidor deve ter mais cuidado com o que publica, eu entendo que o SR. Fabio seja autodidata, mas publicou aqui acima excrecencias que devem ser deletadas ou devidamente contornadas. NAO ME DEI AO TRABALHO DE LER O ARTIGO TODO, PAREI QUANDO LI QUE ” o PGBL não permite nenhuma isenção tributária”.
    PEÇO A ORGANIZAÇAO DESSE SITE DELETE ESTE TEXTO INCORRETO.

    • Fábio Portela

      Arlindo,
      O artigo não é de minha autoria, mas de especialista entrevistado pela Exame, como indicado no site. Peço mais respeito aqui no site, porque nunca desrespeitei nenhum de meus leitores. Se o sr. discorda, peço que se dirija a mim com o respeito que me dirijo a ti.

      Fábio

      • ARLINDO

        Peço desculpas pela agressividade desnecessária, muito obrigado pela paciência em me responder com calma e temperança.

  • Rafael

    Outro ponto que percebi: depois que você contribui e começa a receber sua aposentadoria complementar, existem vários tipos de opções de como receber, até a retirada de todo o valor acumulado, fora essa modalidade, existe aquelas em que você recebe mensalmente seu benefício, pois bem digamos que optamos pela última opção(a maioria escolhe esta) ai o beneficiado morre, então o benefício passa para sua esposa/marido (não tenho certeza se é possível fazer isso), e então essa viúva morre também, e o filhos são maiores de idade, esse valor acumulado com suor pelo pai fica para quem ??? nunca ouvi dizer que os filhos podem resgatar esse valor acumulado.
    Será que é por isso que esses grandes administradores de plano de previdência / fundos de pensão compram participações de diversas empresas/ imóveis ?
    como conseguem tanta participação nas grandes empresas?

    • Samuel Souza

      Rafael,

      Esse é o segredo dos grandes fundos fechados de previdência (Previ, Petrus, etc…)

      Nesses planos, tanto o funcionário quanto a empresa patrocinadora contribuem, aí o sujeito quando aposenta, recebe mensalmente. Digamos que logo depois, ele sente falta do trabalho e bate as botas. A viúva então passa a receber a pensão (nem sempre é 100% do benefício que o sujeito recebia, já começa por aí), e então a viúva resolve fazer companhia ao falecido e se vai também. Caso o casal tenha filhos, eles receberão algum $$ até que completem 21 ou 24 anos de idade, e então, PLIM ! Todo o montante acumulado ao longo de anos de trabalho passa para o patrimônio do fundo de previdência.

      Na verdade isso já ocorre no momento em que o sujeito requer o benefício mensal. Contabilmente, deixa de ser ativo do sujeito e passa a integrar o ativo da administradora, que vai custear o benefício do sujeito.

      Se houvesse algum mecanismo de resgate total, o sujeito poder resgatar tanto a parte dele quanto a parte que a empresa contribuiu ao longo de quase 30 anos, seria melhor. Não é incomum esse montante ficar na casa do milhão, que se aplicado dá uma boa renda, e mesmo que o sujeito abotoar o paletó, os filhos dele continuarão usufruindo dessa renda indefinidamente. Do modo como estã hoje, quem tem o usufruto a perder de vista é a Previ, Petrus, etc… Não é à toa que o patrimônio delas é de dezenas ou centenas de bilhões de reais.

      Abraços !

      • http://www.tropicalimoveis.imb.br joão luiz

        Minha pequena filha está para vir ao mundo e na data de hoje sentei com meu gerente para verificar a melhor opção entre PGBL e VGBL exatamente para dar alguma segurança para a pequena, porém diante desta estarrecedora notícia passo a pensar em outras modalidades de investimento, quer dizer que muito provavelmente irei poupar meu suado dinheirinho para que quando ela complete 21 ou 24 anos ( exatamente quando mais precisará do dinheiro para faculdade e etc…) a menina se veja totalmente desamparada? Isto é um completo absurdo.

        • Samuel Souza

          Joao Luiz,

          Infelizmente isso eh verdade. Se voce for o beneficiario, quando bater as botas, se nao tiver esposa, ou se os herdeiros tiverem mais de 24 anos, o patrimonio acumulado fica com a administradora do plano. De qualquer forma, melhor perguntar para seu gerente como fica essa questao, se os herdeiros podem ter algum resgate ou uso do plano quando o beneficiario falecer.

          Entretanto, se voce pretende fazer um plano desse objetivando beneficio para sua filha, uma alternativa mais indicada seria fazer o plano para ela. Sao mais conhecidos como plano jr. Aih voce acumula patrimonio para sua filha, que quando fizer 21 ou 24 anos, pode usar o $$ como achar melhor. De qualquer forma permanece a questao do que ocorre quando voce, ou ela, ou ambos, passarem desta para melhor…

          O mais indicado, visando Previdencia, eh voce tratar de acumular por conta propria, mas aih vai ter que ter muita disciplina para nao mexer no $$ por mais de 20 anos. O resultado eh melhor pois voce nao vai estar pagando nenhuma taxa ou tarifa para uma administradora de planos.

          Boa sorte !

  • alexandre

    Boa tarde!
    Estava lendo as matérias, e gostatia de uma opnião sua, não tinha o hábito de gerenciar o meu dinheiro conversando com o gerente do banco ele me falou da previdencia, resolvi aplicar, fiz uma aplicação e estou canalizando o dinheiro nesta.Todos os meses sempre que posso aplico uma determinada quantia.
    Gostaria de me informar se deveria aplicar em outras ações e quais seriam as mais seguras e rentáveis eou , se continuo aplicando na mesma, pois com este mercado em variaveis qual das ações voce indicaria como segura.

  • Henrique

    Estou morando em Brasilia e apenas estudando. Saí da empresa em que estava e resgatei tudo (FGTS e Previdencia Privada). Estou pagando o GPS (Guia de Prev. Privada), por volta de R$ 300, já que estou parado. É o correto a se fazer agora até que eu passe em um concurso. Minha mulher é autônoma e paga o teto do GPS. Ela está fazendo o correto ? Grato

    • Fábio Portela

      Está fazendo bem sim… a previdência é importante, mesmo que não seja um investimento espetacular, em razão dos seguros que tem atrelados a si.

    • Samuel Souza

      Henrique,

      Se puder, sempre é bom manter as contribuições ao INSS estando empregado ou não. Isso te dá acesso a alguns seguros sociais, e lá na frente, à aposentadoria por idade.

      Uma coisa eu não tenho dúvidas: quando meus filhos completarem 16 anos, vou começar a pagar o INSS pelo mínimo. Assim eles podem antecipar a aposentadoria – com 35 anos de contribuição, eles estarão com 51 de idade e já poderão pensar em requerer o benefício.

      Abraços,

      Samuel.

  • Sandra

    Boa note, Tenho um vgbl no BB e não sabia que era tão ruím. Agora, gostaria de entender um pouco de investimentos para ter rendimentos melhores. Eu estou perdida com as vantagens e desvantagens de cada aplicação e principalmente, não gostaria de ser enrolada por corretores ou gerentes de banco. Por isso, peço a sua ajuda me indicando sites com cartilhas de investimentos . Att. Sandra

  • Mauro Jr

    Eu faço VGBL,e pensei em aumentar um pouco, como o gerente mudou, o novo optou em abrir um novo, pago dois, o que acha ?
    Comecei com 27 anos, hoje vou completar 29 em Dezembro.

    Em um algo que eu invista em torno de 250 a 400 reais por mês, o que seria melhor pra mim ?
    Iria retirar só com 52 anos como fiz no plano VGBL.

  • Lucas vidal Copa

    Oi Fabio tudo bem? eu tenho 20 anos e tenho uma previdência privada que eu invisto por mês 260,00 e pretendo tirar o dinheiro num prazo de 30 anos quero usar esse dinheiro para um investimento pessoal e não usar para a minha aposentadoria pelos cálculos que eu fiz eu acho que vale a pena pelo valor que vou poder resgatar no final. O que você acha?? Tem alguma sugestão que eu possa fazer ??

  • andre borba

    Oi Fábio, veja se pode me dar um conselho…

    Tenho um plano VGBL, com tábua 83 mas o plano está com uma péssima remuneração. Minha gerente ofereceu a opção de criarmos um novo plano com maior rendimento, transferirmos o saldo para ele sem impostos e deixarmos o plano antigo ativo mas com baixo saldo.

    O novo plano estará fora da tábua 83 e como não quero perder ela pois planejo fazer uso da renda vitalícia, a opção seria antes do fim do prazo estipulado para o plano antigo, remigrar todo o capital do novo plano para ele e usufruir a tabela 83.

    Isso é possível mesmo? Não sou um expert e agradeceria muito qualquer comentário! Obrigado desde já.

  • Vinícius

    Fábio, gostaria de saber o que você acha do VGBL f10 do bradesco. Com taxa de adm 1% e sem taxa de carregamento. Desconto de 15% IR no rendimento. Em 2013 o mês mais baixo teve rendimento de 0,62%.

  • deste

    para o autor deste absurdo, pois para cada investimento existe um investidor de acordo com o seu perfil e necessidades, dentro de uma instituição financeira temos varios tipos de produto de investimento, os fundos de previdência é um produto nobre e diferenciado que traz garantias que nenhuma outro aplicação oferece , o autor da indicação para fundos de ações de médio a longo prazo como melhor opção.
    em uma economia tão volátil não entendi o critério do autor

  • Ailton Drosczaka

    ABSURDO VGBL! Não recomendo a ninguém!

  • Alex Henrique

    Prezados, bom dia!
    Estou com uma dúvida, a empresa que trabalho, é uma S.A. e etc, e eles descontam em minha folha um valor a titulo de PGBL, com base em que Lei eu posso questionar o DP para que deixem de descontar esse valor da minha folha pois nao tenho interesse nesse seguro.

  • Marcelo Temi

    Quem possui imposto a pagar o PGBL é um ótimo investimento, principalmente se voce tiver um rendimento anual proximo da poupança, tx de adm perto de 1% e sem taxa de carregamento. A conta é simples. Voce antecipa 27,5% do valor e, deixando mais de 10 anos no regressivo, voce pagará 10% de imposto, ou seja, voce lucrou 17,5% no ano, descontadas as taxas finais vencerá tranquilamente a poupança. É só fazer as contas…Ao final voce saca tudo. Logicamente o teto de deposito anual deve ser de 12% dos seus vencimentos. Fora isso NTN-B principal e ações com dividendo.
    Agora, quero saber que economista é esse que diz que o imóvel é o pior investimento???? Qualquer um sabe que o valor triplicou nos ultimos 5 anos. Eu comprei um imovel em 2008 e ganhei 500%. Só me fala um investimento que deu mais que isso?
    Só a corrupção, armas e drogas.