Quando vale a pena investir na poupança?

10 Flares Twitter 2 Facebook 3 Google+ 5 LinkedIn 0 Email -- Filament.io 10 Flares ×

poupançaA poupança é, sem sombra de dúvidas, o mais popular dos investimentos no Brasil. Modalidade de investimento facilmente acessível a todos os investidores, por muito tempo foi sinônimo de investimento seguro – curiosamente, fama mantida mesmo após o confisco ocorrido no governo Collor. Até hoje, é o investimento mais popular do país, apesar da baixa rentabilidade. Muito embora não veja a poupança como um bom investimento no longo prazo, e ela mal resulte em algum ganho real para o investidor, ela também tem algumas vantagens em relação a outros investimentos, especialmente para quem dispõe de pouco capital para investir ou está começando a poupar. Confira algumas!

Poupança pode ser uma opção interessante para quem tem pouco dinheiro acumulado…

O principal público para a poupança é quem dispõe de pouco capital acumulado ou pode investir muito pouco mensalmente. Isso acontece porque, para a população de menor renda, as taxas de administração cobradas pelas instituições financeiras para aplicações em fundos de investimento normalmente são excessivamente altas. E o pagamento de taxas de administração altas são algo que o investidor deve evitar a qualquer custo. Com isso, o custo do investimento nesses fundos se torna excessivo e, muitas vezes, o resultado obtido ao final é muito inferior à poupança, até porque o investidor continuaria a pagar imposto de renda (e na poupança, ele ainda é isento deste imposto). Investidores com renda maior, contudo, têm acesso a outras modalidades de investimento mais baratas e, por isso, pagam taxas de administração bastante inferiores.

É importante notar, ainda, que o investidor com menos capital à disposição também pode investir no tesouro direto, onde tem acesso a uma rentabilidade superior. Infelizmente, os títulos do tesouro direto ainda têm um custo de aplicação mínimo por título (cerca de R$ 30, após mudanças recentes), o que não ocorre com a poupança, em que o investidor pode aplicar qualquer montante que deseje.

Outras vantagens da poupança

Mas a poupança tem outras vantagens, além de ser acessível a quem dispõe de pouco capital e de não ter um valor mínimo de aplicação. As principais são as seguintes:

  • Liquidez diária: o investimento na poupança não pressupõe qualquer prazo de carência. Ou seja, uma vez aplicado o dinheiro, o investidor pode resgatá-lo a qualquer momento. Esta é uma vantagem da poupança também para investidores de maior capital, já que seus outros investimentos podem não dispor de liquidez imediata. É importante lembrar, contudo, que o investidor somente terá direito à rentabilidade da poupança sobre o montante que permanecer investido por no mínimo 30 dias.
  • Isenção de IOF: essa é outra vantagem que também pode ser usufruída também para investidores que disponham de economias maiores. Esse imposto é bastante rigoroso nos casos de resgate em fundos de renda fixa em menos de 30 dias do prazo de investimento.
  • Garantia pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC): o investimento na poupança, assim como em outras modalidades (como os CDBs), é garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito até o limite de R$ 70.000,00. Por essa razão, mesmo no caso de investidores com maior volume de investimentos, entendo que esse deveria ser o limite máximo a ser investido na poupança.
  • Cômputo em programas de relacionamento com a instituição financeira: quem lembra bem deste ponto é o blogueiro Guilherme, do Valores Reais. Muitas vezes, os programas de relacionamento com a instituição financeira atribuem pontos de relacionamento para o montante aplicado na poupança. Esses pontos posteriormente podem ser utilizados para trocar por passagens aéreas ou comprar determinados produtos, assim como nos programas dos cartões de crédito. Eu não investiria na poupança pensando exclusivamente nisso, mas também é uma vantagem que também pode ser apontada.

Como você pode usar a poupança a seu favor

Se você já dispõe de um montante superior a R$ 20.000,00, a poupança deveria ser considerada apenas uma segunda opção de investimento, para aplicar recursos que precisam ser resgatados imediatamente. Você poderia pensar, por exemplo, no montante destinado a assegurar um “colchão de segurança” – aquele dinheiro a ser usado em caso de imprevistos, como na perda de um emprego ou em virtude de uma emergência familiar. Mas eu não investiria mais do que R$ 70.000,00, até porque este é o limite garantido pelo FGC.

Caso você ainda não disponha desse montante (cerca de R$ 20.000,00), poderia aplicar na poupança para acumular um capital antes de investir em outras modalidades de investimento. Mas essa vantagem tem diminuído, especialmente com a diminuição do custo de investimento inicial no Tesouro Direto. É importante considerar, ainda, que a rentabilidade da poupança pode diminuir ainda mais caso o governo reveja as regras que estabelecem o seu retorno financeiro – algo cada vez mais iminente, com a queda na Selic. Enfim, trata-se de um investimento que não pode ser considerado a longo prazo – pois na melhor das possibilidades mal empata com a inflação -, mas também tem algumas vantagens a seu lado. Cabe a cada investidor saber se essas vantagens são fortes o suficiente para justificar a aplicação nessa modalidade de investimento, especialmente no curto prazo.

Opt In Image
FIQUE ATUALIZADO!
Insira aqui o seu e-mail para receber gratuitamente as atualizações do blog!

Seu e-mail não será divulgado. Sua privacidade é prioridade na política de transparência do blog.

Fábio Portela é investidor desde 2006 e disponibiliza neste site seus conhecimentos adquiridos ao longo do tempo, seja com sua experiência, seja por meio das leituras que fez ao longo dos anos. O autor é mestre em Direito Constitucional e em Filosofia pela UnB, e atualmente cursa doutorado em Direito Constitucional na mesma instituição.

  • Matou a pau!

  • O certo não seria matou a cobra e “mostrou o pau”?

  • Muito bom o “post”.

    • Olá, gostaria de discordar quanto à isenção de cobrança de IOF ser um ponto favorável à poupança.
      Explico: O IOF é cobrado apenas sobre o rendimento das aplicações onde há o resgate nos primeiros 30 dias e no caso de resgates na poupança antes de 30 dias o rendimento é nulo… ou seja, neste caso o investimento em fundos de renda fixa ou DI seria mais vantajoso, mesmo com cobrança de IOF e IR.

      Um Abraço,

      Adriano

  • Jean Albert Van Damn

    Keep it simple and be happy!

  • só que poupança não é investimento.
    poupança é …poupança.

  • Fabio,

    Seus artigos continuam excelentes, porém o seu blog está péssimo para ler, dada a poluição visual, com o site carregado de anúncios… Pelo celular então, está praticamente impossível… Vale a pena repensar isso.

    Abraços!

  • Excelente artigo, Fábio!

    Com a provável queda da SELIC nesse ano, aliada às altas taxas de administração da esmagadora maioria dos fundos de renda fixa de varejo, a poupança poderá ganhar atratividade, justamente em função dos benefícios listados acima!

    E muito obrigado pela citação do blog Valores Reais!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  • olá pequeno investidor, nada haver com a materia e sim com o blog, nao sei o pq se voce está ganhando algum $ ou nao, mas o blog está com uma alta poluicao visual, foi a dica se der pra limpar um pouco fica melhor hehehe, abraço belos post’s.

    • Saimon,
      Desculpe pelas propagandas. Mas, graças a elas, eu estou conseguindo manter o site no ar com a quantidade de acessos que estamos tendo hoje… o site estava lento demais por causa do número de acessos e, por isso, tive que contratar um servidor dedicado, que é bastante caro. Graças às propagandas, estou conseguindo pagá-lo sem ter prejuízo. Infelizmente, é necessário.

      Abraços,
      Fábio

  • Concordo em tudo sobre o IOF…. na Poupança se tu mexe antes vc simplesmente perde tudo…. no CDI é taxado, mesmo que muito alto, alguma merreca ainda fica…

  • DAVI DE PAULA CABRAL

    Portela
    Não entendi como se lê o restante do artigo. Daqui do trabalho há limitações para uso de facebook, twitter, etc, daí vc torna as coisas mais difíceis quando exige que eu compartilhe ou divulgue o artigo antes de lê-lo.

  • DAVI DE PAULA CABRAL

    1-O que é google+?
    2-Prefiro não ler o artigo a divulgá-lo antes de ler.

    • Davi,

      Repito o que já informei em outro artigo:

      Prezados leitores,

      Por que estou fazendo isso? Porque tive um aumento de custo substancial no blog, e preciso de mais leitores para que a renda auferida por meio das propagandas se torne relevante.

      Por que os custos aumentaram? Porque tive que contratar um servidor dedicado para aguentar o número de acessos ao blog (para que vocês tenham uma ideia, hoje são aproximadamente 2.000 leitores/dia, com um número de quase 10.000 páginas vistas ao longo do dia, já que temos quase 5 páginas vistas por cada visitante). Essa é uma média fenomenal, já que a maioria dos blogs têm menos de 3 páginas por visita… atribuo esse sucesso à qualidade dos textos.

      Não sei se vocês perceberam, mas o blog hoje está mais rápido. Antes estava caindo demais, e o problema era a quantidade de acessos, que estava sobrecarregando o servidor. Hoje, estou pagando quase R$ 200,00 POR MÊS para que o blog permaneça no ar e, para custear isso, tenho que colocar as propagandas… e preciso que os leitores cliquem nelas para que eu possa pagar pelo blog.

      Veja bem: eu não estou pedindo para ninguém clicar em alguma das propagandas. O movimento é natural: quanto mais leitores, mais gente clica nelas. Nunca pedi isso a ninguém: mas, se a maioria dos leitores gosta de não pagar nada pelo acesso ao blog – e eu nunca pensei em cobrar ninguém por isso -, é preciso que compreendam que eu também não posso ter prejuízo financeiro para dar acesso a ele. Mas a divulgação nas redes sociais ajuda a promover o acesso ao blog por novos leitores e, com isso, mais gente acaba se interessando em clicar em alguma das propagandas e a minha conta acaba sendo paga com isso.

      Sem isso, fica difícil manter o blog rápido e com a qualidade que procuro manter desde o início. Espero que compreendam minhas razões.

  • Concordo plenamente com as palavras do Fábio!

    Principalmente na parte sobre o seu sucesso atribuído a qualidade dos textos!

    O que vcs querem com essas cobranças? Desestimular o Fábio e ele acabar por fechar o site nos privando de seus robustos conhecimentos?

    Pensem…. Pensem bem, antes de mais nada!

    • Maicson,

      Nem penso em fechar o site… mas com certeza teria que recontratar um servidor mais barato, que tornaria o site mais lento – ou então em pensar em alternativas de financiamento para mantê-lo aberto. Uma delas, que muitos blogueiros usam, é a de disponibilizar uma parte dos artigos apenas para leitores que paguem uma determinada taxa. Mas eu não quero nem pensar em fazer isso: o objetivo é deixar o site aberto a todos.

      Abraços,
      Fábio

  • DAVI DE PAULA CABRAL

    Mas não tem um jeito de eu ler o artigo antes de divulgá-lo?

  • Eu não consigo ver o texto todo na tela e muito menos arrastar de um lado pro outro, porque tem muito anuncio, queria muito ler , mas não estou conseguindo devido a esta poluição de propaganda. Dá pra por abaixo do texto? assim a gente visualizaria melhor.Abraços,

  • Fábio,

    Melhorou.

    Entendo perfeitamente os motivos para publicidade, por isso não estou pedindo para vc retirá-la. Creio que seja simplesmente deixá-la numa disposição menos “intrusiva”, como, por exemplo, no meio do texto (me parece que foi exatamente o que vc fez). Esta barra lateral fixa, num smartphone, também atrapalha bastante.

    E para quem acha que isso é “chatice” de algumas pessoas, vale a pena ler o artigo:

    http://www.valor.com.br/empresas/2497752/google-vai-punir-sites-com-excesso-de-publicidade

    Abraços,

    Rodrigo.

    • Rodrigo,

      Tento equilibrar o conteúdo com a propaganda. Essa barra lateral, infelizmente, hoje é a principal fonte de renda do site. Mas já a tirei de quem acessar por meio de um smartphone, que tem uma versão específica do site. Eu concordo que não é chatice: apenas estava testando novos layouts, como sempre.

      Abraços,
      Fábio

  • Em 2002 tentei plantar a idéia do PAI-Programa de Apoio a Industria,captação financeira comunitária para incentivar a industria local com aval do governo, sem exposição,sem pagamento de juros e com dividendos como bolsa de valores. Já faz 10 anos e agora surgiu o Crowdfunding um anseio popular que criou asas. É hora de fazer com que o PAI se torne realidade para que a contribuição seja segura e algo regulamentado

  • Fabio tenho apenas R$10.000,00 na poupança da Caixa Econômica Federal. Meu gerente do Itaú está me propondo aplicar no cdb e no pgbl é vantajoso?

Sua vez de comentar

O seu endereço de email não será publicado