Quem se beneficia dos juros mais baixos?

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É… o governo tanto insistiu que os juros começaram a cair na economia brasileira. No início, a insistência era velada, com críticas veiculadas na imprensa tanto à taxa Selic, fixada pelo Banco Central e que determina os juros pagos pelo governo para captar recursos e financiar suas atividades, quanto aos altos juros cobrados pelos bancos. Com clara influência sobre as decisões do Banco Central, o governo federal conseguiu que os juros caíssem para 9% ao ano; e, mais recentemente, fez com que os bancos públicos (Caixa Econômica e Banco do Brasil) diminuíssem os juros também para os clientes do setor bancário. Isso significa que as taxas de juros cobradas em empréstimos, financiamentos (inclusive o imobiliário, como sinalizou a Caixa Econômica recentemente), no cheque especial e em outros produtos bancários. Mas o que isso significa para você? Significa coisas diferentes, se você é um devedor ou um investidor!

Ao reduzir juros, o governo quer beneficiar o devedor! Para que ele… deva mais!

A queda nos juros tem um destinatário direto: quem deve. E não, o governo não quer que os devedores tomem juízo. Quer que eles se endividem ainda mais. E, diminuindo os juros, é possível dever mais pagando exatamente a mesma prestação que se pagava antes. Para entender esse raciocínio, pense na situação de alguém que pegou R$ 10.000 emprestados a juros de 3% ao mês, pelo prazo de 35 meses, e irá pagar parcelas fixas. Nessa situação, o valor de cada parcela é de R$ 465,39. Se os juros caírem para 2% ao mês, a parcela cai para R$ 400,02 (ou 14% a menos); e, se os juros caírem para 1% ao mês, a prestação já despenca para R$ 340,04, ou quase 27% a menos do que a prestação original.

Isso significa mais ainda: como o devedor podia gastar os R$ 465,39 de parcela para pegar emprestado R$ 10.000 com juros de 3% ao mês, com os juros menores ele poderia pegar mais dinheiro emprestado. A juros de 2% ao mês, ele pode pegar emprestado R$ 11.634,11 (ou 11,63% a mais do que o montante original de R$ 10.000,00), e a juros de 1% ao mês, já poderia pegar emprestado R$ 13.686,46 com a mesma prestação, ou 36,86% a mais do que o valor original do empréstimo. Juros mais baixos significam que o devedor pode consumir mais pagando exatamente o mesmo valor que pagaria.

No exemplo, discutíamos a situação de alguém que pegasse emprestado um valor relativamente baixo. Mas digamos que o devedor quisesse comprar um carro e pudesse pagar uma prestação de aproximadamente R$ 2.000,00 em 5 anos. A juros de 3% ao mês, ele poderia comprar um carro de R$  55.500,00 pagando uma prestação de R$ 2.005,38; e a juros de 2%, poderia comprar o mesmo carro por uma prestação de R$ 1.596,62 (bem mais baixo, não?), ou um carro melhor, de R$ 70.000,00, por uma prestação de R$ 2.013,76. Ou então, se os juros caíssem a 1% ao ano, já poderia comprar um carro de R$ 90.000,00 pagando a mesma prestação. Ou seja, só porque os juros caíram de 3% para 1%, o consumidor poderia comprar um carro quase duas vezes mais caro.

E… é exatamente nisso que o governo federal está pensando. A determinação de que os juros caiam só tem um destino: estimular o devedor a dever mais. Pra quê? Porque mais gente comprando significa que a economia vai girar mais. As empresas vão vender mais e as pessoas vão comprar mais, e o PIB vai ser artificialmente inflado por mais um ano. Isso vai acontecer até que os juros estejam num patamar mais civilizado, quando o governo não terá mais essa ferramente (baixar os juros) a sua disposição. Ao invés de diminuir tributos e estimular as empresas a produzir bens mais baratos, o governo deu o estímulo na outra ponta – a consumidora. O que gera ainda outro efeito para o governo: com mais vendas, ele também vai arrecadar mais. Essa reportagem mostra isso muito bem:

Você já deve ter percebido que sou contra essa situação. Ao invés de estimular as pessoas a economizar e a investir, o governo quer que elas (e ele próprio) gastem mais. Ao invés de estimular a produção mediante o incentivo fiscal, o incentivo mediante a redução de juros. Pode “dar certo” por um tempo, mas não acho que seja lá muito sustentável.

Veja bem: eu não estou dizendo que sou desfavorável à redução de juros. É uma medida importante, e já havia passado da hora disso acontecer. Mas ela, por si só, pode levar a vários problemas; aliás, boa parte da crise que aconteceu nos Estados Unidos se deveu a uma política de juros extremamente reduzidos, que inflacionou o preço de muitos bens. Por aqui, a redução de juros no financiamento imobiliário provavelmente dará maior fôlego à expansão no preço dos imóveis, inflando ainda mais a bolha imobiliária que nos assola.

E o investidor? Que rebole para ter uma rentabilidade maior, num cenário de juros mais baixos!

Mas existe uma outra ponta. A do sujeito que se desdobra para fazer sobrar economias suficientes para que possa ter uma aposentadoria decente. A de quem busca investir para garantir o que ninguém mais pode garantir, senão ele mesmo, que luta contra o sistema público oficial, que só é capaz de prover o suficiente para uma aposentadoria mediana. Esse sujeito normalmente é retratado como vilão: é o sanguinário que quer viver de juros extorsivos pagos pelos outros. É chamado de rentista, de sanguessuga. Mas não; é só alguém que jogava com as regras do jogo – e, como elas mudaram, é preciso se adaptar.

Não é possível mais contar apenas com os juros da renda fixa. Com a queda dos juros, a renda produzida por eles minguará cada vez mais, em praticamente qualquer modalidade – CDB, DI, tesouro direto serão o que são em outros países – simples reserva de valor, com parca garantia contra a inflação, e não fonte de renda. Como já apontei em outras oportunidades, esse investidor vai ter que se virar para aprender como funcionam outras fontes de renda passiva – ações, fundos de investimento imobiliário, debêntures, LCI e LCA deverão fazer parte de seu vocabulário.

É possível que, num cenário de juros mais baixos, quem investiu em ações tenha algum alento, apesar da queda dos últimos dias. Com a queda dos juros, muitos investidores de renda fixa deverão comprar ações para continuar com alguma expectativa de rentabilidade. Com isso, o preço das ações deve subir um pouco. Mas essa realidade deve gerar outro efeito deletério: a redução do dividend yield das principais empresas pagadoras de dividendos. Com o aumento do preço, a proporção entre os dividendos pagos e a cotação das ações deve se reduzir um pouco, para níveis compatíveis com a renda fixa.

Enfim… o momento é de turbulência para as formigas que pensam no futuro. Para quem pensa no presente, a farra das cigarras deve continuar por algum tempo. Mas em algum momento, como na fábula, as formigas terão seu momento de glória.

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Fábio Portela é investidor desde 2006 e disponibiliza neste site seus conhecimentos adquiridos ao longo do tempo, seja com sua experiência, seja por meio das leituras que fez ao longo dos anos. O autor é mestre em Direito Constitucional e em Filosofia pela UnB, e atualmente cursa doutorado em Direito Constitucional na mesma instituição.

  • Nélio

    Meu Deus, QUANTO mimimi! Fábio, você não acha que o estímulo ao consumo e à produção têm que começar de algum ponto?

    Assim, lamentavelmente os DEMÔNIOS DO PLANALTO decidiram reduzir os juros em vez de, como queria o doutor Fábio, “diminuir tributos e estimular as empresas a produzir bens mais baratos”. Fazer o quê? Eles devem estar errados e você, certo! O fato de que a expansão e o capital de giro das empresas terão recursos mais baratos é um “mero” detalhe.

    Mas vamos nos deter em um trecho do seu post:

    “Veja bem: eu não estou dizendo que sou desfavorável à redução de juros. É uma medida importante, e já havia passado da hora disso acontecer.”

    Puxa, que ÓTIMO! Por um momento, pensei que você fosse dar uma de Gustavo Cerbasi e defender o spread bancário!

    E por favor, não venha posar de paladino contra o endividamento das famílias. Mesmo se os juros baixassem devido a medidas tomadas seguindo a cartilha do doutor Fábio, as pessoas consumiriam mais DO MESMO JEITO e se endividariam mais DO MESMO JEITO.

    Você, quando demonstra “preocupação” com “quem deve mais” parece com os bancários, que quando entram em greve anualmente em setembro incluem na pauta a reivindicação por “mais contratações, para melhorar o atendimento aos clientes”. Tem que ser muito “ingênuo” pra acreditar nessa lorota!

    Destarte, eu te recomendo o blog “Classe Média Sofre” (http://classemediasofre.tumblr.com/). Você vai se identificar MUITO com o que ler lá. De fato, trechos desse seu post bem que caberiam lá…

    • Velho Chato

      Parece que vc não entendeu o cerne do artigo. Não dá para garantir crescimento sustentável somente com queda de juros. Tem que investir em desenvolvimento: Criar mais usinas, linhas de transmissão, reduzir custo da energia elétrica e transporte, desonerar folhas de pagamento, e, principalmente, CAPACITAR nossos técnicos, que estão entre os mais atrasados do mundo. Tudo isso tem um custo caro e leva muito tempo, mas é o que garante um crescimento real. Reduzir juros é uma medida paliativa para expandir consumo (e nem vamos colocar em questão se é um objetivo político ou não), e se a indústria não acompanhar nós vamos simlpesmente começar a importar mais, deteriorando mais ainda nossa indústria.

  • Astolfo

    Deixa ver se eu entendi direito:

    Vc investe a maior parte do seu patrimônio em empresas lucrativas de capital aberto que venham a render constantes e bons dividendos no futuro, mas, ao mesmo tempo, acha um absurdo que a economia seja aquecida?

    Aonde foi que eu perdi o fio da meada?

    • Fábio Portela

      Acho absurdo o aquecimento artificial, que só ajuda a desestabilizar a economia no longo prazo, embora pareça ser benéfico no curto. O que quero é crescimento orgânico.

      • Vanessa

        E qual a sua argumentação de que o aquecimento é artificial?

        • Fábio Portela

          Aquecimento que ocorre por conta de redução de juros é artificial. A economia brasileira está estacionada e essa foi uma medida para fazer as coisas voltarem a funcionar. Dá certo por um tempo, até que se torne necessário elevar os juros de novo.

          • Nélio

            “Sensível” Fábio, explique pra audiência o porquê de a economia brasileira estar estacionada, de preferência munido de indicadores confiáveis. Grato desde já!

  • http://combinacaodeideias.blogspot.com.br/ Alcimar

    Concerteza as “formigas” sempre estaram na frente, até mesmo as que continuarem em renda fixa. Quando se aposentarem terão além da previdência pública, dinheiro que estará no mínimo protegido pela inflação, enquanto os “Bon Vivans” terão dívidas que corroem seu patrimônio, além da inflação e a desvalorização de muito bens comprados com dinheiro emprestado.
    Acredito que a redução de juros além de bom para o governo, também é bom para devedores que tomaram conciência de sua situação e estão voltados a se educar financeiramente e começarem a ser investidores tendo essa situação uma oportunidade de melhorar seu quadro atual.
    Eu estava achando que não ia acontecer mais, porém, agora com a redução dos juros em imovéis, começo a temer um inflacionamento nos preço de imóveis.

    • Vanessa

      Acabou. No longo prazo, a situação se deteriora e vem inevitavelmente uma crise. E vocês sabem, crises acabam com socialização de perdas. Dos poupadores para os devedores. Então, quem poupa não está tão bem assim na foto, trazendo a valor presente.

      • wagner

        E quem investi Vanessa qual a situação?

        Não faz a menor diferença pra quem não vê como investimento estar comprado em uma dívida.

  • Carla

    Com juros baixos é a oportunidade de quem não tem carro ter o seu comprado a um juro justo, quem quer casa poderá ter melhores condições, o governo quer beneficiar a industria de tabela o desempregado pode pegar carona nesse aquecimento, sobre os investimentos já parou para pensar que com menos juros sobra mais dinheiro para poupar.

    E a crise não é causada por juros baixos o que causou a crise nos EUA foram especuladores que compravam imoveis para revender porém com hipotecas.

    E poupar é benefico para você, para mim, mais não para o Brasil e o governo tem que pensar no povo e não na conta bancaria de ninguém.

    • Samuel Souza

      Carla, nem tanto ao mar, nem tanto à terra… dizer que não é importante O Brasil (ou o brasileiro) ter poupança é o mesmo que assumir que um dia o futuro não chega. Vivamos então somente o presente e deixe o futuro para o futuro, é isso ?

      Um ponto que prejudicou a economia americana em sua recuperação foi justamente a falta de poupadores (quem tem dinheiro para emprestar a outros), e a economia foi financiada com o acionamento da impressora, o que mesmo assim não está sendo suficiente (mais dinheiro na economia = mais inflação).

      Por outro lado, o nó da economia japonesa é justamente o excesso de poupança. Lá, desde o fim da guerra os japoneses são educados a poupar e a poupança se tornou um hábito. Por isso os juros lá são quase zero, há uma montanha de poupadores e quase ninguém disposto a tomar empréstimo, daí o preço do dinheiro, os juros, caem naturalmente, velha lei da oferta e da procura.

      Uma economia equilibrada consegue conciliar os interesses de quem precisa de empréstimo de forma consciente (empréstimo para geração de riqueza e capital, não apenas para consumo imediato) e de quem tem recursos para emprestar. Daí os poupadores, sejam institucionais ou pessoas físicas, tem papel importantíssimo na economia do país.

      Um ponto apontado pelo Fábio é preocupante: deveríamos aproveitar que ainda temos gás para queimar reduzindo os juros e reformar a máquina pública e deixar de ter 40% de nosso PIB usurpado pelo estado !!! Na hora que a Selic cair para algo em torno de 5% a.a., só vai sobrar a velha fórmula de emitir títulos e gerar mais dívida, deixando o futuro para os otár.. err, nossos filhos com essa bomba.

      Abraços,

      • Fábio Portela

        Pois é: reconheço a necessidade de cair os juros, mas sem uma reforma de Estado que o torne mais eficiente e menos custoso, não vejo como equilibrar a economia no longo prazo.

        • Beto

          A política econômica mudou gente, ponto.
          Isto não tem mais volta, é só olhar o resultado das urnas, não a revista veja.
          O Estado considera a economia um setor estratégico, vai monitorar o preço das tarifas de energia, juros, inflação, câmbio, a educação e fomentar a distribuição de renda.
          Independentemente das minhas convicções políticas, a realidade é esta, desenvolvimentista. Vai durar para sempre, não sei, acho que nada dura para sempre.
          Reforma do estado? Alguém sabe me dizer o que é isto? E o mais complicado ainda, como implementar esta coisa?
          De qualquer modo, aprendi alguma coisa de investimentos com vocês.
          Bons investimentos em 2013!

      • Carla

        Nada disso meu colega, o que eu quis dizer é: o governo tem que se preocupar com a maioria, sua função é gerar emprego e a industria e o comercio são braços fortes para isso, o dever de poupar e escolher investimentos é o meu papel, se eu invisto em ação vou escolher aquelas que se beneficiam dessa queda dos juros, se a renda fixa perdeu o interesse eu que me vire para achar algo.

        Agora o dia que um governo for pensar em investidor que não gera empregos e a preocupação é o crescimento da conta bancaria, Deus me livre!

        Poupem a vontade,mais lembre-se uma industria forte, comercio aquecido, mercado imobiliaria em alta vai evitar que as crises joguem suas ações no chão.

        • Fábio Portela

          “Agora o dia que um governo for pensar em investidor que não gera empregos e a preocupação é o crescimento da conta bancaria, Deus me livre!”

          Esse é o pensamento que leva a crises no longo prazo: achar que investidor não gera empregos. Quando alguém aplica seus recursos no CDB, está ajudando o banco a captar recursos para emprestar dinheiro para que outras pessoas e empresas criem empregos. Quando alguém investe em ações de uma empresa que fez seu IPO, está ajudando a empresa a se capitalizar para crescer e gerar mais emprego (e pagar mais impostos). Quando alguém aplica na poupança, está ajudando o sistema financeiro de habitação a ter dinheiro para financiar novos empreendimentos.

          O investidor é que está na base disso tudo, não o governo. O governo, com cortes nos juros sem outras contrapartidas, só está ajudando uma das variáveis da equação. Mas essa é uma ferramenta que, por si só, não basta. Juros baixos em uma economia desbalanceada só vai levar a mais inflação no futuro.

          • Nélio

            Cadê o post que devia estar aqui? PARABÉNS!

          • Fábio Portela

            O post foi moderado. Se você se referisse de maneira mais respeitosa ao autor do blog e a quem discorda de vocês, todos os seus comentários seriam liberados.

          • Sérgio

            Ola Fábio ! Acabou de sair o IPCA do mês de abril, e ficou em 0,64%. Você acha que o governo ainda vai conseguir baixar mais os juros, mesmo com a inflação elevada? Vejo que a maioria dos economistas dizem que esses juros baixos vão ficar por muitos anos, mas eu sinceramente acho que isso vai durar pouco tempo, uma hora a farra vai acabar. abraços

          • Beto

            O Sérgio disse:
            “Você acha que o governo ainda vai conseguir baixar mais os juros, mesmo com a inflação elevada?”

            Xiii, ele baixou!

        • Nélio

          EXCELENTES as suas colocações, Carla! ;)

        • wagner

          Na Empresa que trabalho como empregado é pregado que trabalhamos para gerar valor pro acionista.

        • Paulo

          “… mercado imobiliaria em alta vai evitar que as crises joguem suas ações no chão.”

          KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

          Essa foi a melhor piada do dia!

        • Michel

          Carla,

          Para o investidor “de verdade”, acho até benéfico que “…as crises joguem suas (minhas) ações no chão”, pois o que vai me enriquecer no longo prazo é exatamente isso! :). Ai de mim, eu ficaria muito chateado se eu um dia comprasse ações e ela logo em seguida não caísse, para assim eu poder comprar mais a baixos preços…

          Sabemos, pois ninguém aqui é hipócrita ou ingênuo, que preços de ativos inflados artificialmente sempre caem, são presos como que por “elásticos invisíveis” (o tal do valor intrínseco). Concordo que é dever do poupador e/ou do investidor poupar e/ou investir, mas o investidor tem um peso importante na geração de empregos e inclusive na manutenção e expansão das atividades de empresas, sejam elas de capital aberto ou não (alguém lembra do significado da palavra sócio?).

          Outra: quando vc diz “investidor que não gera emprego”, está falando de especuladores e aquela história de smart money, mas não tão simples assim, pois até o especulador girando o seu dinheiro, gera renda e empregos (taxas, emolumentos, juros, etc.). Em imóveis chama-se flipper; eles dão liquidez ao sistema.

          Bom, aconselho a pensar melhor antes de postar uma mensagem, que sabe-se, se tornará pública.

  • everton

    Sempre leio seu blog, aprendo muitoo!!!!
    Parabéns!!!

  • http://di-finance.blogspot.com.br dimarcinho

    Fábio,

    sabe dizer se o DY médio das empresas boas pagadoras de dividendos das empresas de países que já possuem uma taxa básica baixa são tb bem próximos da mesma?

  • Álvaro Guilherme

    O fato é que boa parte (senão a maior) da dívida pública atual não foi gerada por gastos ou investimentos do governo, mas tão-somente pela retroalimentação via juros estranhamente elevados.

    Se os impostos são 40% do PIB, 5% é para o serviço da dívida. Por uma regra de três, deduz-se que 12,5% dos nossos impostos são meramente juros.

    Juros que são maiores que o orçamento da saúde e educação, somados. É claro que existem desperdícios, ineficiência e corrupção, mas esta frente também tem que ser atacada. Não custa lembrar que quase TODOS os ex-presidentes do BC tinham passagem no setor financeiro privado.

    Nosso serviço da dívida é maior em termos percentuais que o de países literalmente falidos e sem poupança (como a Grécia, ainda que se leve em conta as “costas quentes” do Euro).

    • Nélio

      Muito bem colocado. E o serviço da dívida, Fábio? O que você acha de poupar alguns bilhões baixando os juros? Ah, esses DEMÔNIOS DO PLANALTO…

      • Fábio Portela

        “Poupar”, né? Esses juros altos não vão afetar quem emprestou a taxas mais elevadas e ainda tem bons cupons a receber do tesouro pelos próximos anos. Os juros passados já foram fixados. O que o governo quer é tomar ainda mais emprestado, ao invés de se organizar de maneira minimamente sustentável. “Ah, mas ninguém faz isso”! É verdade… não é à toa que a economia mundial vai indo pelo buraco…

        • Nélio

          Fábio, sorte nossa que a realidade brasileira dos últimos anos desminta com tanta força as suas convicções. Repito: a REALIDADE desqualifica suas lamúrias, e não ilações, suposições, hipóteses. Que tal render-se à realidade?

          Pelo nível de mimimi deste seu post eu COMEÇO a dar ouvidos àqueles que postam dizendo que o seu problema é que não consegue comprar um apartamento no Plano Piloto, e por isso empreende essa CRUZADA CÍVICA contra a bolha imobiliária e contra políticas públicas que possam vir a contribuir para que a bolha não estoure, como essa de baixa dos juros ao consumidor final.

          • Fábio Portela

            Nélio,

            Diga isso aos espanhóis, cuja política irresponsável levou a uma crise sem solução aparente – não sem antes trazer quase uma década de “bonança” econômica em que tudo parecia dar certo. O engraçado é que eu NÃO QUERO, NEM PRECISO, comprar um apartamento no Plano Piloto, porque, indiretamente, já tenho. Vivo em um apartamento da minha mãe, e ela mora em uma casa que é minha e de minha irmã por herança. Não preciso comprar mais nada, e nem se pudesse, compraria.

      • Samuel Souza

        Nélio,

        Infelizmente não é tão mágico assim baixar o custo do serviço da dívida. O Copom decidir que a Selic cair de 9 para 8,5% não siginifica dizer que toda nossa trilionária dívida automaticamente passa para o novo percentual, a maior parte dela já foi negociada a juros bem maiores que isso no passado recente.

        E o comportamento do governo, ao invés de pagar parcelas menores nas futuras rolagens, ele próprio dá o mau exemplo e toma mais recursos emprestados para pagar o que já paga, ou ‘só um pouquinho a mais…’. Ou seja, nunca ocorre uma liquidação, sempre rolando, rolando, rolando…

        De qualquer forma, uma coisa boa que conseguimos fazer com nossa dívida foi trocá-la de dólares por reais. Hoje um pequeníssimo percentual dela é em moeda estrangeira, o que nos dá mais estabilidade e previsibilidade, mas ainda continuamos com uma baita dívida nas mãos, e uma hora essa conta chega. A moratória que tivemos em 86 no governo Sarney foi o resultado de empréstimos volumosos na década de 70 para financiar as grandes obras quando havia muita liquidez no mercado internacional, isso até chegar a crise do petróleo e as taxas dispararem. Aí ficamos quase 10 anos com inflação galopante, economia estagnada e vários planos econômicos até conseguirmos voltar a ter uma certa estabilidade na década de 90 e voltarmos a ter confiança.

        Uma coisa que tenho receio é de estarmos novamente perdendo o bonde por estarmos deslumbrados com o aumento de nossa visibilidade no cenário internacional. Por exemplo, vejamos o que houve recentemente com a Venezuela: faz poucos anos, o preço do barril do petróleo batia na casa dos 130 – 150 dólares, e o Hugo Chavez, ao invés de aproveitar os tempos de bonança e colocar o país nos eixos, resolveu gastar com seus devaneios (entre eles, a PDVSA gastou USD 3 bilhões em uma refinaria no nordeste do Brasil sem embasamento técnico ou comercial, apenas pela vontade do bonzão). Hoje com o barril bem mais barato, a Venezuela fica andando de lado e claro, culpando os americanos pelos seus fracassos, apesar de serem o maior parceiro comercial da Venezuela. Vai entender…

        Enfim, o alerta é o seguinte: é bom baixarmos os juros, mas isso por si só não é suficiente para nos tornarmos um país sério, e estamos deixando passar muitas oportunidades para deixarmos de ser o ‘país do futuro’ e de fato sermos o país do presente por muitos anos.

        Abraços,

        • Álvaro Guilherme

          Os cupons de juros dos novos títulos, prefixados ou atrelados à inflação, já estão bem menores do que há poucos anos.

          Certamente, contribui para isso a perspectiva de uma SELIC mais baixa, com juros reais igualmente mais baixos.

          Quanto ao que você mencionou, “(…)ao invés de pagar parcelas menores nas futuras rolagens, ele próprio dá o mau exemplo e toma mais recursos emprestados para pagar o que já paga(…)”, entendo que isso é uma armadilha justamente dos juros elevados no passado, em que o governo não pode honrar no presente. Apesar de termos um superávit primário robusto, a dívida nominal continua crescendo.

          Nossa imprensa conservadora certamente falará que o governo gasta demais, mas devemos lembrar da nossa (infelizmente) dívida social elevada. Comparados conosco, os EUA são um país “socialista” nesse sentido. Só se os analistas econômicos que povoam a imprensa quer que tenhamos um nível de benefícios e investimentos igual aos dos países africanos, aí sim, sobrará dinheiro para amortizar a dívida com estes juros altos.

          Mas sempre achei que isso significa apenas jogar a pedra para mais adiante, ao invés de tirá-la do caminho: Juros elevados, maiores rendimentos, saques mais elevados no futuro (ninguém investe dinheiro para levar para a sepultura), logo, mais inflação futura.

  • http://camaleaofaminto.blogspot.com.br Camaleão Faminto

    Prezado Fábio,

    Concordo com tudo o que disse. Parece que o investidor não tem valor nenhum para este governo fomentador de dívidas e consumo.

  • Guibro

    Banânia, endivide-se ou deixe-a.

  • http://vidaruimdepobre.blogspot.com.br/ Pobretão de vida Ruim

    É, essa queda de juros ajuda os gastadores e playboys de classe C.

    Eles agora poderão comprar carrões e motonas, casonas, gastar mais em IPADS e Iphones e impressionar as mulheres.

    Eu ficarei poupando mas com menos rendimento e não tendo nada e continuando solteiro e sozinho.

    O governo beneficiou os gastadores e prejudicou as pessoas frugais corretas.

  • http://www.drmoney.com.br Dr. Money

    Fábio, artigo perfeito. No fim, é tudo muito simples: faça o dever de casa, não tente atalhos, pois eles normalmente terminam em precipícios. Se somente taxa de juros baixa fosse o elixir do crescimento, o Japão seria o campeão do desenvolvimento.
    Abraço e parabéns!

    • Nélio

      De fato, o Japão é PARADIGMA de subdesenvolvimento… rs…

      (tem um ditado que diz “é melhor ler coisas como essa do que ser cego”, mas começo a ter minhas dúvidas)

      • Álvaro Guilherme

        Acho que ele quis dizer “crescimento”. Devemos lembrar que o Japão é um país mais do que desenvolvido, e tem uma sociedade mais homogênea que os EUA.

        Não haverá mais crescimento chinês no Japão, pois a quase totalidade das necessidades humanas possíveis de serem atentidadas pelos tempos contemporâneos já foram contempladas. A base de comparação do PIB dos anos imediatamente anteriores já é muito elevada.

        Diferentemente de um país africano, por exemplo, em que num ano você vende um liquidificador. No ano seguinte vende cinco (quantidade ridícula), mas ainda sim, o crescimento é de fabulosos 400%.

        Por outro lado, por quê renda fixa tem que ser sinônimo de Tesouro? Existem títulos de empresas privadas (mais risco), mas capitalismo é isso mesmo. Hoje o governo subsidia os empresários via BNDES, cuja taxa de juros de longo prazo (TJLP) é de seis por cento ao ano. Mas isso é para projetos “VIP”, que atendam às várias exigências burocráticas do banco. Com taxas de juros mais leves, certamente muitas empresas irão preferir o dinamismo de se financiarem sem a burocracia do BNDES e sem o risco cambial de empréstimos feitos lá fora.

        PS: O senso comum diz que a classe média paga muito imposto. Quem paga mesmo são os mais pobres, já que até alimentos básicos são tributados, e estes consomem a maior parte dos salários desta classe de renda. São esses quem subsidiam a TJLP, e que também ajudam a fazer a “farra dos bancos”: Ter rendimentos elevados, mas sem risco (leia-se governo).

  • Heloise

    Ola,
    Poderia me dar referencias de investimento em ouro, qual sua opinião?
    Obrigada

  • Lopes

    Essa é a inversão do governo atual. Investidor é tratado com desdém.

  • Paulo Maurício

    Fabio, excelente artigo. O que não anima, é que o governo (federal, estadual e municipal) gasta mal. O que adianta arrecadar tanto se, as obras e serviços são hiper faturadas e não duram? Aqui no Rio de Janeiro o governo está gastando 1 bilhão na reforma, reconstrução, do maracanã, que diga-se de passagem havia sido “reformado” para o Pan, e ninguém sabe se ficará pronto para a copa das confederações. Apenas um exemplo, muitos sites e outros meios de comunicação estão denunciando a festa do dinheiro público com a copa e olimpíadas. Desculpa o pessimismo, mas infelizmente aqui no Brasil o objetivo de quem está no poder é enriquecer o mais rápido possível, e quem assumir depois que se vire para consertar. Não quero ser o profeta do apocalipse, mas temo muito a respeito do que vai acontecer após as olimpíadas, aí sim, veremos se todas as medidas que hoje estão sendo tomadas são de curto ou longo prazo.

  • http://www.investindoalp.blogspot.com.br/ investindoalp

    Muito bem colocadas as suas observações. O problema do Brasil a meu ver é cultural. O povo quer é consumir, mesmo que para isso tenha que contrair dívidas impagáveis no Longo Prazo.

  • Joao Carlos

    Então ja que agora com os rendimentos estão cada vez mais baixos, não seria o caso de comprarmos imóveis (por bons preços) para alugar, já que o aluguel está “protegido” da inflação (aumenta pelo igpm)?

  • Álvaro Guilherme

    Sem dúvida, com juros mais baixos, as pessoas poderão comprar carros, televisores, geladeiras, etc, mais sofisticados e caros.

    No que se refere aos imóveis, tais juros serão um “ouro de tolo”. Dada as características urbanas de nossos grandes centros, onde a qualidade de vida se concentra em poucos bairros (como a zona sul do Rio de Janeiro) por causa da negligência de nossos governantes com as demais áreas, e todos querem morar num mesmo lugar, os imóveis vão subir na mesma proporção, pelo menos. Não haverá ganho algum para quem quer adquirir um imóvel.

  • Gravedigger

    Achei essa visão do Fábio muito egoísta e radical. Os juros no Brasil são muito altos e têm que cair mesmo, isso é fato. A Dilma quando entrou já falou que quer os juros reais a 2%aa, bobo de quem não se encheu de títulos pre fixados do tesouro. Nós investidores temos que aprender a ganhar dinheiro com juros baixos, igual o Buffet que conseguiu 23%aa por 30 anos nos EUA, com juros baixos. Olhando daqui pra frente, juros caindo levam as ações a subirem, e mesmo se o dividend yield cair, você pode esperar que se compra uma ação hoje a 10 e ela dá 1 de dividendo, mesmo se ela for para 20, você deve continuar recebendo seu 1 de dividendo sobre os 10 que pagou (e o 1 vai crescendo à medida que o lucro cresce). Uma coisa útil a fazer realmente é pesquisar o dividend yield nas economias mais avançadas, com juros menores. Finalmente, juros caindo estimulam o consumo e isso aumenta o lucro das empresas, o que beneficia nossos investimentos.
    Só concordo no ponto de que essas quedas de juros no grito, que o governo está promovendo junto aos bancos, não é a forma de se fazer, mas sim se deveria mexer em condições estruturais como cadastro positivo, redução de impostos, etc.

    • Álvaro Guilherme

      O dividend yeld das ações mais negociadas do índice Ibovespa está, salvo engano meu, entre 3,5% e 4,5%.

      O Tesouro vendeu títulos atrelados ao IPCA em abril, com juros reais em torno de 4,5% para papéis de mais ou menos cinco anos.

      Isso dá uma idéia de quanto os juros ainda estão altos, apesar das grandes reduções recentes.

  • http://www.leuis.com Rafael Quintino

    É isso é inevitável, mas acredito que agora o pais vai pra frente!
    Juros baixo, no meu ponto de vista significa que os bancos terão que tomar mais cuidados para emprestar dinheiro e reduzir a inadimplencia. Sem contar que os investidores irão ter que começar a investir em empresas e realmente produzir riqueza! Lembre-se de Adam Smith que via a criação da riqueza como a combinação de materiais, trabalho, terra e tecnologia de forma a obter lucro. Em nenhum momento eu vi nesta frase a palavra dinheiro. O que quero dizer é que dinheiro não gera riqueza. Acho que é por isso que fazemos diversas análises para investir em uma Ação na Bolsa, para levantarmos a capacidade de obter lucro perante dados como o valor dos seus bens, a competência de sua equipe, custo da materia prima, da mão de obra, do maquinário,…

  • Alain

    Pois é Fábio, pergunto qual é e qual foi a vantagem até aqui de quem tem dinheiro suficiente para comprar um imóvel a vista no mercado atual. Vai entregar o ouro para os bandidos? Ou investe em outros países, onde haja um mínimo de coerência na economia? Votei no Pt, mas tenho certeza de que esta política de financiamentos foi um crime contra o cidadão. Como vc disse, para que todos TENHAM que se endividar.

  • Flávio

    Parabéns Fábio pelo o artigo. Acredito que a política monetária do nosso governo tem um cunho estritamente eleitoreiro. Vc incomodou profundamente o Nélio que deve ser corretor de imóveis ou assessor parlamentar do PT.
    O incomodo foi tão intenso que o Nélio ”QUASE” perde a elegância.
    Grande abraço.

    • Fábio Portela

      Concordo integralmente com o post do Maílson da Nóbrega no Facebook: “A revista Veja desta semana traz um uma coluna extra, em que analiso o assustador ataque da presidente Dilma aos bancos. Embora desejável, a queda da taxa de juros deve ocorrer de forma responsável, com medidas que ataquem os problemas estruturais que a explicam. Dilma age politicamente. Seus antecessores, ao contrário, adotaram medidas que contruíram para a redução sustentada dos juros (menciono as principais). Dilma vai ganhar popularidade, pois agrada uma maioria que confunde sintomas com causas. Mas isso é perigoso. O texto recorda a ridícula caça aos bois no pasto, da época do Plano Cruzado, que atacava um sintoma de uma causa grave, qual seja a permanência de um insustentável congelamento de preços. Espera-se que Dilma não busque juros baixos no pasto.”

  • Rodrigo

    Parabéns Fábio.

    Raciocínio e clareza perfeitos. Pena que muita gente não consegue entender isso.

    É muito legal comprar carro novo, eletrodomésticos e tudo mais com parcelas a perder de vista. Mas uma hora a conta chega.

    E nosso governo está incentivando o consumo e não o investimento, o que vai gerar duas coisas no médio prazo: inflação e perda de produtividade. Para quem duvida, sugiro ler mais sobre a crise da Grécia e da Espanha, e deixar de pensar no curto prazo…

    Abraços!

  • Rafael

    Fábio, eu acompanho o seu diariamente o seu blog e o do Rafael(http://queroficarrico.com). Vejo que vocês tem posições distintas em relação ao spread bancário e consequentemente a taxa de juros. Você colocou no último comentário a respeito da reportagem da VEJA. Eu li ela e vi que a tabela da composição do spread é diferente da usada no post do Rafael(http://queroficarrico.com/blog/2012/05/03/o-que-e-spread-bancario/)
    Lá ele fala q o lucro do banco corresponde a 54% do spread e na VEJA fala que corresponde a 25%. Não sei qual que é o certo.

  • miralda gonzaga

    OS JUROS SO ESTAO BENEFICIANDO OS GRANDES INVESTIDORES, POIS PARA O PEQUENO, CONTINUA ALTO, A PRESIDENTE NAO ESTA CINTE DISTO ELA BAIXA OS JUROS, MAS NAO SABE COMO OS BANCOS ESTAO SE COMPORTANDO, QUEM PRECISA DE EMPRESTIMO E O PEQUENO, MAS OS JUROS PARA ELES QUE NAO TEM APLICACOES CONTINUA ALTO, TEM QUE REVER A PSOTURA DOS BANCOS, EMPRESTANDO DINEIRO HA QUEM NAO PRECISA, COM JUROS MUITOS BAIXOS, ISTO E PARA SER COM TODOS, NAO PARA OS GRANDES.BANCOS ESTAO ENRROLANDO O POVO,POIS FUI VERIFICAR OS JUROS ESTAO ALTOS NAO CONSEGUIR REALIZAR MEU EMPRESTIM, TEM QUE SER NAO APENAS CONSIGNADOMTEM QUE TER OUTRO TIPO DE EMPRESTIMO TAMBEM, GRATA

  • http://novocarrousado.blogspot.com demetrius amorim

    Falam em investir em acoes de empresas que geram capital. Mas se as empresas daqui estao quebrando por causa das empresas chinesas, nao vejo muita logica nisso.

  • Robert

    Fábio, quanta bobagem você disse até porque o investidor também se beneficia de juros mais baixos sim,pois se ele por exemplo quiser aumentar sua posição em ações em algum momento precisará de um empréstimo. E qualquer um sabe que o maior responsável pelo endividamento das supostas “cigarras” foram as taxas de juros abusivas cobrada pelos bancos e outra só no seu mundo perfeito se o governo diminui-se os tributos das empresas elas iriam produzir bens mais baratos isso viraria apenas alguns jatinhos para executivos.Sou operador de bolsa há 7 anos e agora é hora de todos correrem para bolsa e eu lucrar muito pois investidores que pensam igual a você viram piada no mercado de ações amigo conselho é preciso entender a realidade para lucrar com ela os coitados que acham que você esta certo vão chorar muito num futuro próximo.

  • http://www.imobiliariasitapema.com.br Imoveis Itapema

    Os Bancos baixaram os juros dos financiamentos, que maravilha para o povo Brasileiro, mais aumentaram as tarifas bancárias.
    Nilton.

  • http://www.imoveisitapema.tv Nilton Rondon

    Os Bancos baixaram os juros dos financiamentos, que maravilha para o povo Brasileiro, mais aumentaram as tarifas bancárias.