Sobre Fábio Almeida

Fábio Portela é investidor desde 2006 e disponibiliza neste site seus conhecimentos adquiridos ao longo do tempo, seja com sua experiência, seja por meio das leituras que fez ao longo dos anos. O autor é mestre em Direito Constitucional e em Filosofia pela UnB, e atualmente cursa doutorado em Direito Constitucional na mesma instituição.

  • Norberto

    Bom dia, Fábio!
    PGBL com taxa de administração de 0,5% ao ano, sem taxa de carregamento, tributação regressiva com investimentos divididos em 30% renda variável e 70% renda fixa vale a pena?

  • Gustavo

    Um grande artigo. Faz tempo que tenho uma previdencia privada, e também faz tempo que estou querendo terminar com ela. Seu artigo foi um ótimo incentivo. Agora basta eu estudar um pouco do tesouro direto.

  • Otavio H. Caetano

    Estudo fantástico, caro Portela!

    Não dá pra acreditar que esta informação está sendo distribuída de graça. Eu sempre tive uma pulga atrás da orelha com estes planos e optei pelo tesouro, justamente pelas menores taxas. Ainda não havia feito a comparação com o “benefício” tributário da previdência, pois ainda tenho pouco capital. Porém este estudo desmascarou de vez o que eu já imaginava. Eu te agradeço demais por ter nos dado esta visão criteriosa e racional sobre o assunto!

    Grande abraço e parabéns novamente pelo site!

    • Fábio Almeida

      Pois é, Otávio… e tem gente que reclama porque coloco propaganda no site e na newsletter… isso é pra você ver.

      • Diogo

        Pessoal, hoje existem várias opções de PGBL com taxa de carregamento zero na entrada e saída (desde que vc fique mais de 3 anos). Além disso, dá para encontrar taxas de administração próximas de 1% (eu pago 1,1%). Além disso, escolhi um que aplica apenas em NTN-B e posso dizer que está tendo um desempenho menos pior do que as NTN-B neste ano (tudo está negativo na renda fixa, leia-se TD prefixado ou NTN-B, este ano). Como só vou sacar depois de 10 anos e pagar apenas 10% acho que vale muito a pena, sem falar que retornou 27,5% na restituição (eu entrei com 72,5% e o governo com 27,5%). Achei muito tendencioso colocar uma previdência com taxa de carregamento 3% e ta de 1,5%, deveria também ter escolhido a pior corretora do TD (paga 3% aa) para a comparação. Estudem e procurem opções no mercado, há coisa boa. Façam vcs mesmo as contas, não se deixem enganar nem pelo gerente do banco nem por matérias tendenciosas. Se vc souber utilizar o PGBL, ele é muito bom, mas também se não souber usar é terrível. Não saber usar significa: escolher planos com taxa de carregamento de entrada e/ou saída, escolher planos com taxas acima de 1,2%, aplicar mais do que os 12% da renda bruta (e só vale a pena para quem já está na alíquota de 27,5% do IR) e resgatar antes de 10 anos (sempre escolha a regressiva definitiva para pagar apenas 10%) . O cartão de crédito é a mesma coisa, se souber usar ele é muito bom, mas se não souber usar ou tiver descontrole financeiro pode se tornar um pesadelo.

  • Daniel

    Portela, concordo com vc que os planos de previdência privada aqui no Brasil têm taxas de administração muito altas (o que desestimula sua aquisição, indo na contramão da tendência mundial de depender cada vez menos da previdência oficial). Também concordo que fazer um plano de previdência visando o curto prazo é perder dinheiro. Mas acho que vc esqueceu um detalhe importante: o reinvestimento da restituição do IR (obtida via PGBL) no próprio plano ou em outros investimentos (ex.: o próprio Tesouro Direto). Neste caso, não seriam maiores as vantagens da previdência privada? Parabéns pelo site!

    • Fábio Almeida

      Acho que não… porque é relativamente pouco dinheiro. Posso até fazer os cálculos, mas a reengenharia financeira seria complicada. O problema maior não é a vantagem tributária; é que ela vem em um tipo de plano em que o imposto incide sobre TODO o capital acumulado.

      • Miro Oliveira

        Fabio, excelente anàlise. Alguns pontos:

        A frase “Entendeu o perigo? Você trocou o pagamento de R$ 3.000,00 hoje por R$ 18.000,00 daqui a alguns anos. A vantagem não parece mais ser tão boa assim, concorda?” ficou fora de contexto. Você pega 3k contra 12k e depois compara com 18k de 120k!!!

        Pegando o aparte do Daniel: o reinvestimento da restituição gera grande diferença sim!! Experimente colocar num excel. Mas apenas pegando numeros redondos também, do seu exemplo de 100k de renda: se você deduzir os 12k, eles jà estariam na maior faixa do IR, i.e. teriam de ser pagos 3.3k sobre eles, mas você difere isso pra longo prazo, digamos 10 anos. Peguemos seu pior caso (8.38% a.a. – que é bastante otimista para PGBL). Seus 12k, se tornam 27k e de IR, sobre o total, você pagaria 2.7k (10%) ou 4k (15% se entre 8 e 10 anos). Ou seja, os 3.3k se reduzem a 2.7k mas ainda renderam 8.38% ao ano!!! Capisce?

        Em todo caso, corrijam-me se errado, exceto em planos com vantagens pela empresa (redução de administração, isenção carregamento, complementação da empresa do tipo 1 para 1) os planos PGBL perdem em todos os quesitos para o Tesouro Direto que, sobretudo, tem taxa pactuada na compra e você sabe quanto vai resgatar (para longo prazo, resgate no vencimento)…

        Abraços,

      • Daniel

        Mas considerando que a restituição é de 27,5% (para quem tem renda nesta faixa) do montante aplicado no PGBL, e o IR cobrado após 10 anos é de 10% (regime regressivo) sobre o montante total, haveria aí um ‘ganho’ teórico de 17,5% em cima do montante total. Digo ‘ganho’ porque, na prática, a taxa de administração acaba comendo boa parte destes 17,5% (repito, aqui estas taxas estão muito altas). Mas pergunto: se estes 17,5% fossem reaplicados no PGBL ou no Tesouro Direto, não haveria então um ganho final maior do que aplicando apenas no TD?

        • FabioL

          Daniel, você compara 10% com 27,5%, mas na realidade não é esse o percentual final que é descontado. Pegando o exemplo de um salário de R$ 10.000 que se enquadraria na faixa dos 27,5%, devido à dedução de INSS e da parcela da faixa de 27,5%, o valor de desconto de IR seria R$ 1833,61, ou seja, 18% da remuneração bruta e não 25%

          Então a comparação seria 10% com 18%, mas tem todas as outras questões que o Fabio Portela colocou.

          • Daniel

            Fiz uma simulação no programa da Receita e, mesmo considerando a contribuição previdênciária e a progressividade das faixas do IR, ainda deu 27,5% do montante aplicado como restituição.
            De qualquer maneira, fiquei curioso e fiz umas contas no Excel. Cheguei à seguinte conclusão: mesmo com o reinvestimento da restituição, realmente o PGBL só rende mais que o TD quando sua rentabilidade estiver próxima deste (digamos, uns 9,5% a.a.), o que tem sido muito difícil, considerando a situação atual da renda fixa e, principalmente, da variável. Mas como o Miro falou, o importante é que esta restituição vira um dinheiro ‘extra’ para investir.
            Ainda assim, pretendo manter meu PGBL, pois ele não cobra taxa de carregamento e tem uma porcentagem razoável em renda variável, o que (espero!) pode fazer com que ele renda mais no longo prazo.

  • João Torreisni

    Parabéns Fábio, texto muito esclarecedor, e essa é uma dúvida que vem batendo na minha cabeça a algum tempo, “previdência ou tesouro”, e além do texto, a quinta lição fala por si só.Pensei muito em NTN-F com taxa bruta de 11% a.a e liquida em torno de 9,5% a.a, acho muito interessante também, e agora com quase 20 anos acho que está na hora de começar a pensar neste longo prazo. Obrigado pelo post.Um abraço.

  • Adriano

    Acredito para quem faz parte de fundos de pensão a conta seja um pouco mais complexa. E seja mais vantajoso o PGBL. O cálculo acredito ter sido meio exagerado tb no que concerne a a taxa de adm. e carregamento, encontramos valores com 0% de carregamento e entre 1 e 1,5% de taxa de adm. O PGBL tb deve ser levado em conta somente se abater um valor maior que o desconto simplificado teto do IRPF e o reinvestimento da economia de imposto no próprio PGBL. Acho uma conta muito difícil e muito específica para cada caso.

  • Lucas

    Muito esclarecedor, parabéns.
    O gerente da minha conta tds as vezes me oferece uma previdência vgbl, pensei q ele queria o meu bem financeiro. Mais uma vez parabéns pelo seu trabalho, surpreendente

  • Marcelo Guterman

    Fábio, o diferimento do PGBL não é um “”simples diferimento para quem opta pela tabela regressiva e pode esperar 10 anos. Você deixa de pagar hoje, digamos, 25% de imposto, para pagar lá na frente 10%. Vocë ganha 15% de rentabilidade “sem fazer nada”. Estes 15% precisam ser somados aos cálculos que você fez. Até 12% do salário, o PGBL vale mais a pena que o VGBL. E este ganho de 15% inicial coloca o PGBL à frente do Tesouro Direto, se a taxa de administração for suficientemente baixa (hipótese heróica, reconheço)
    Abraço!

  • Jaime

    Fábio, seu site é muito bom e seus posts são, em sua maioria, embasados por cálculos e teoria. Infelizmente, no que se refere ao PGBL/VGBL, sua posição parece um tanto equivocada, por teimar em ignorar a vantagem do abatimento de 12% no imposto de renda, como eu já havia citado em comentários anteriores e como muitos outros vem manifestando aqui. Se eu coloco 27k no PGBL/ano e sou restituído em 7k quando apresento a declaração, livre de impostos (simulação feita com o programa da receita federal), já começamos com uma enorme vantagem frente ao tesouro (26% de rendimento líquido). Mesmo pagando o imposto de 10% ao final do período, a vantagem ainda é imensa. Ou estou errando feio nos meus cálculos (pode ser) ou seu post sobre Previdencia Privada está induzindo seus leitores a um erro grave. Recomendo que todos façam suas simulações com o programa da receita federal. Previdências patrocinadas por empresas são ainda mais vantajosas pois oferecem taxa 0 de adm, complementação de 1 para 1 e a contribuição do empregado sai do bruto, o que reduz o valor do IR retido na fonte.

    Abs

  • Gleyson

    O post não ganha nota 10 porque não esclarece o leitor menos informado da vantagem do PGBL abater a base de calculo IR. No exemplo, os 12K seriam tributados em 3k. No final de 10 anos, os 12k seriam tributados em 1,2k. OU seja, o camarada economizou 1,8k de imposto que ia pro governo, agora é dele.

    Claro que todas as contas devem ser feitas, e cada caso é um caso. Taxar como bom ou ruim, vai de situação específica. Seu post ajuda muita gente, acho que valeria explicar melhor essa parte da tributação regressiva e colocar como ganho do investidor (conforme a maioria dos comentarios acima sugerem). Ensinar o investidor/leitor fazer as contas é sempre o melhor caminho, e vc sempre faz isso… Só que nesse ponto, esqueceu de ensiná-lo….

  • Carlos

    O grande problema do PGBL é que na declaração de IR anual, o valor total entra como “rend. tributáveis recebidos de PJ”, (renda, salário) à alíquota de 27,5% de IR. como 15% já foi cobrado no resgate, seremos tributados em mais 12,5% do total bruto, gerando uma cobrança absurda de IR. Cautela……

  • Cássio

    Todo investimento tem seu risco!!!Não existe aquele melhor do que este ou vice-versa.Depende do tempo,valor, tributação,idade do investidor,etc.Só para expemplificar uma vantagem enorme da previdência comparado com qualquer outro: é o único que não passa por inventário em caso de falecimento do aplicador.Já imaginou o quanto custa todo o processo,tempo,burocracia.Lógico, que é mais interessante essa vantagem pra quem já tem uma certa idade e pretende preservar seu patrimônio acumulado durante toda uma vida e realizar a partilha em vida.
    Você falou da vantagem do Tesouro Direto,mas esqueçeu de frisar se for necessário realizar um resgate o investidor poderá ter uma perda considerável,já que quando se investe no Tesouro existe um prazo para resgate!!!Corrige a tabela regressiva depois de dez anos,pois o imposto não é 15% e sim 10%.Então, todo investimento tem suas “pegadinhas”.

  • Randi

    Nessas contas de Tesouro X Previdência Privada, tem algo que
    ninguém leva em consideração, que é o valor restituído do imposto de renda.

    Pelo seu exemplo, pelo que entendi, se investir R$ 10.000,00
    Tesouro Direto, terei na conta R$ 11.000,00 no final do primeiro ano.

    Porem, se investir os mesmos R$ 10.000,00 na Prev. Privada,
    ao final do primeiro ano terei na conta, R$ 10.550,00. Só que serei restituído em
    R$ 3.000,00 do IR, portanto, o valor efetivamente investido foi de R$ 7.000,00
    Confere meu raciocínio?