Sobre Fábio Almeida

Fábio Portela é investidor desde 2006 e disponibiliza neste site seus conhecimentos adquiridos ao longo do tempo, seja com sua experiência, seja por meio das leituras que fez ao longo dos anos. O autor é mestre em Direito Constitucional e em Filosofia pela UnB, e atualmente cursa doutorado em Direito Constitucional na mesma instituição.

  • dimarcinho

    “…caso a Petrobras fosse liquidada hoje, só teria condição de pagar 48% de suas dívidas. ”

    e o P/VP ?! Não tem algo incoerente nessa coisa liquidar a empresa, Fábio?

    O governo “SÓ” precisa liberar os preços dos combustíveis e tudo volta ao normal.

    Quem é da área de petróleo sabe que quando o E&P vai mal, quem segura as pontas é o Abastecimento (downstream). O problema é que o governo está F********* com o abastecimento da Petrobras. Realmente fica complicado…….

    • http://www.ricodinheiro.com.br/ Kleber Rebouças

      dimarcinho, na verdade você está enganado. Dê uma olhada na divulgação dos resultados segmentados da PETR4 e verá que o lucro da empresa é proveniente do E&P, enquanto o Abastecimento, justamente pela “mão-de-ferro” do governo, apresenta prejuízos recorrentes.

      http://www.ricodinheiro.com.br

      • dimarcinho

        Kleber, vc não entendeu o que eu escrevi. Não estou enganado.

        • http://www.ricodinheiro.com.br/ Kleber Rebouças

          Tem razão. Você esceveu “quando o e&p” e eu li “quanto”.

          Desculpe o equívoco.

    • Mário Gonçalves

      Eu ia fazer os mesmo comentários, se a empresa fosse liquidada estaria sobrando dinheiro na PETRO com P/VP=0,62. Com relação ao lucro é só o governo parar de usar a companhia como instrumento de combate à inflação. Na América do Sul o Brasil é o 4º país onde a gasolina é mais barata, se não me engano.

    • Otavio Caetano

      Sim, tem algo muito incoerente com essa coisa de liquidar PETR… rsrs
      O valor de mercado está abaixo do valor patrimonial (P/VP=0,65) e os ativos de longo prazo abaixo dos passivos de longo prazo (liquidez geral=0,48), portanto o que ela está valendo hoje está bem abaixo do total de dívidas assumidas pela empresa (0,65 x 0,48 = cerca de 31,2%).
      O problema operacional que vejo na empresa vai muito além da dificuldade de transformar receita em lucro, o problema operacional está tb em cargos de cabide ofertados pelo governo, vagas por concurso (onde não se avalia aptidões do candidato), muita propaganda de uma empresa que é monopólio, entre várias outras coisas. Uma empresa/organização é feita por pessoas, se as pessoas não são comprometidas com o resultado que geram dificilmente a empresa será eficiente.
      A questão do abastecimento: vc como consumidor estaria preparado para pagar R$4 ou R$5 no litro da gasolina?

      • dimarcinho

        Você como consumidor,

        prefere pagar R$ 5 na gasolina ou não ter gasolina?

      • Nélio Oliveira

        O problema não é pagar R$ 5,00 no litro da gasolina. O problema é o quanto o aumento correspondente do diesel impactará no preço de QUASE TUDO o que se consome.

        Mas de uma coisa podemos ter certeza: as gralhas gralharão e as hienas ulularão, seja porque o preço da gasolina está artificialmente baixo e com isso PETR4 sofre, seja porque o governo, aumentando o preço, contribuirá para o aumento da inflação.

        Gralhas e hienas NUNCA estão satisfeitas…

        • dimarcinho

          Venezuela possui gasolina subsidiada: U$ 0,01 / litro. Muito bom, né?

          A inflação de lá está em níveis de hiperinflação. O desabastecimento é geral, inclusive vimos por aí notícias de falta de papel higiênico.

          O nosso governo não aprende: controle de preços não funciona. Ele não tem que segurar o preço do diesel.

          Ele tem que investir em malhas de transporte ferroviárias, dutoviárias, aquaviárias. Os portos estão entupidos. Tudo está trabalhando no limite. Fora que as estradas são o pior e mais caro tipo de transporte para escoar produção.

          Jogar toda essa responsabilidade na Petrobras é piada.

          • Nélio Oliveira

            Jogar toda essa responsabilidade na Petrobras é piada.

            Concordo. Mas a empresa SEMPRE vai ser vidraça, não adianta ter o maior plano de investimentos do planeta, não adianta jogar em várias frentes (patrocínios culturais e esportivos, p. ex.), não adianta ser a responsável por uma cadeia de produção, renda e emprego imensa que, sem ela, se esfacelaria, etc.

            Bom mesmo, para as hienas e gralhas, é quando se falava em PetroBrax…

  • http://www.ricodinheiro.com.br/ Kleber Rebouças

    De uma maneira geral, seus argumentos fazem sentido sim. Porém há alguns pontos que não demonstram consistência.

    Quando demonstra a redução do LPA e culpa a Capitalização por isso. Claro, matematicamente falando você tem razão. Porém esquece de analisar a questão de forma qualitativa.

    Qual foi o objetivo da Capitalização? Gerar recursos para que a empresa pudesse investir de forma consistente na extração de pétroleo da camada pré-sal, considerada uma nova fronteira petrolífera. Investir em petróleo não é como montar uma padaria em que você aplica o dinheiro e no dia seguinte tem cliente na porta para comprar o pão. Portanto, é natural que haja uma redução do LPA agora para, quando o petróleo do pré-sal começar a “jorrar” possa haver um salto nesse mesmo indicador.

    O argumento que pode ser utilizado é que, dado que a indústria de petróleo é de alto risco, o investidor excessivamente conservador não deseja correr o risco “pré-sal”. Então realmente esta não é a empresa para este personagem. Porém, o investidor mais agressivo, com expectativas de que o pré-sal dê um bom retorno, não está olhando o LPA de hoje, mas o LPA projetado. Consegue perceber?

    Faltou apresentar um gráfico demonstrando os investimentos que a empresa está planejando fazer nos próximos anos, a receita projetada com o pré-sal… Enfim, olhar pra frente.

    Claro que a redução do ROE e o aumento excessivo do endividamento preocupam. É preciso ficar de olho. Inclusive já se comenta que seja necessário a Petrobras reduzir a velocidade dos investimentos para não comprometer o caixa da empresa.

    Fábio, admiro seu trabalho. Mas é preciso ir além dos números ao analisar uma empresa.

    http://www.ricodinheiro.com.br

    • Fábio Almeida

      Kleber, o problema é que a taxa de retorno do pré-sal tem que ser ABSURDAMENTE alta pra fazer sentido gastar tanto com investimentos de médio/curto prazo para extraí-los!

      • http://www.ricodinheiro.com.br/ Kleber Rebouças

        Quanto é absurdamente alta? 300%? 400% Porque o custo de extração do pré-sal é da ordem dw US$ 22 e o brent está quanto? US$ 110?

        Esse retorno paga a conta?

        • Fábio Almeida

          Pelo que eu li, o custo de extração é da ordem de US$ 70. Basta o preço do petróleo cair abaixo de US$ 85, e fica inviável.

          • dimarcinho

            O custo é beeeem mais baixo….

            Já disse: quem puxa o resultado para baixo e o não repasse do preço de importação. Falam da gasolina, mas vcs não tem IDEIA do volume de diesel importado. O qual, por sinal, possui defasagem de preço maior que a gasolina.

            Se só alinhar os preços, daí todo mundo vai voltar a falar q é uma excelente empresa e blá blá blá

  • Marcelo

    Muito boa análise Fabio. Abraços!

  • Rob

    Discordo do Sr. Dinheiro. O PT fará tudo o que for possível para segurar a inflação em ano eleitoral, mesmo q tenha q quebrar a Petrobras. O governo, com seu orçamento infinito, sempre pode botar mais dinheiro em suas estatais, assim como já fez com o BB 3 vezes.

  • Anonimo

    Não dá pra levar a sério o que o “Sr. Dinheiro” fala nem as notícias vínculadas no Infomoney.

  • dimarcinho

    Eu vou além:

    Analisar QUALQUER EMPRESA sem levar em consideração a projeção de lucros futuros é a mesma coisa que nada.

  • dimarcinho

    Pedro,

    a culpa é majoritariamente do governo, pois incentivou o consumo e aumento de carros e não se preparou para isso. A frota disparou e, com ela, o consumo por gasolina. A Petrobras, que em 2008 era exportadora de gasolina hoje é importadora. A economia como um todo é um organismo muito complexo e as decisões a serem tomadas devem ser muito bem avaliadas, pois os efeitos normalmente vêm em efeito dominó.

    O parque de refino atual trabalha no topo, inclusive batendo recordes de produção. Operacionalmente falando, o momento é excelente.

    O grande problema é a importação.

    • Ed Carlos

      Argumento ruim. Você não leu o post do autor, não? A Petrobrás veio perdendo eficiência.

      • dimarcinho

        Caro Ed,

        creio que você quem não entendeu o que eu escrevi. Eu li e entendi perfeitamente a análise do autor. Mas toda esta análise do Fábio está centrada no lucro da empresa, basicamente. Tirando a dívida que é preocupante realmente.

        Mas se a Petrobras não estivesse subsidiando oi meu, o seu e o combustível do país inteiro, os lucros seriam MUITO maiores e toda esta análise iria por água abaixo (maior LPA, maiores proventos, maior ROE, etc)

        Se quiser falar sobre eficiência operacional, então faz mais sentido analisar o EBIT. Este sim, está estagnado. Mas não em declínio.

        []s!

  • http://www.ricodinheiro.com.br/ Kleber Rebouças

    O que sei é o que está posto no mercado. Refino subsidiando os derivados, interferências partidárias, parcerias mal escolhidas (quem em sã consciência se associaria a Huguinho?)…

    Outra coisa: qual o sentido de se construir uma refinaria longe do principal mercado consumidor? Ou será que os derivados serão enviados via Correios?

    Bom, quem sou eu para analisar uma empresa como PETR.

    http://www.ricodinheiro.com.br